A McAfee aponta em levantamento recente, denominado "NCSA Online Safety", que cada uma das 1.000 maiores empresas mundiais de serviços financeiros tem pelo menos um computador perdido por dia e 2% deles não são recuperados.
Segundo a McAfee, o grande problema com as perdas ou roubos não é o hardware em si, mas as informações que ele transporta e foram perdidas. A companhia acredita que esse cenário é preocupante, já que, até o final de 2008, o mundo terá cerca de 1 bilhão de computadores e menos de 10% deles terão solução para proteção de dados.
De acordo com a pesquisa "Computer Crime and Security", realizada pelo CSI/FBI, 70% das organizações tiveram perdas de dados causadas por usuários internos. Esses incidentes cresceram 1.700% nos últimos quatro anos segundo a Attrition.org (instituição que coleciona dados sobre ataques de hackers), embora não sejam, em sua maioria, intencionais.
Os números reafirmam a urgência em treinar colaboradores para que sigam as políticas de segurança corporativas. Além disso, é fundamental que as empresas revejam e atualizem suas políticas com a inclusão de iniciativas para proteção de dados.
"O primeiro passo para se implementar uma nova estratégia de segurança da informação, que compreenda o gerenciamento de uso de dispositivos como pen drives, smartphones, smart cards e a utilização de impressora, CD-ROM e mail, entre outros, é identificar quais são as informações estratégicas e os motivos pelo qual elas necessitam de proteção", explica Francisco Odón, diretor de Data Protection da McAfee para a América Latina.
Odón ressalta que as atuais políticas de segurança e processos de controle precisam incluir a criptografia de dados, que coibirá a utilização de dados confidenciais por pessoas não-autorizadas quando laptops são perdidos ou roubados.
Dessa forma, as empresas passam a se preocupar com seus dados, e não somente com seus sistemas e redes, monitorando-os desde o momento em que são criados até a sua eliminação ou perda.
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