Há alguns meses, alguns analistas e pesquisadores têm se mostrado preocupados com o crescimento do fluxo de dados pela internet. A ameaça deve-se principalmente à crescente riqueza visual das comunicações e entretenimento online - videoclipes e filmes, redes sociais e jogos para multijogadores. As imagens em movimento exigem, bem mais do que palavras e sons, uma maior largura de banda. Segundo uma estimativa, ano passado o YouTube consumiu mais largura de banda do que toda a internet em 2000.
Em novembro de 2007, uma firma de pesquisa projetou que a demanda de internet pelos usuários poderá ultrapassar a capacidade da rede em 2011. Mas os analistas não acreditam num apagão da internet, e sim que o usuário individual vivenciaria um congestionamento na web através da lentidão em downloads e da frustração com o fato de serviços mais pesados em dados se tornarem menos úteis ou agradáveis.
De acordo com Johna Till Johnson, presidente da Nemertes Research, a demanda online crescerá 100% ou mais por ano. No entanto, ele não acredita em um colapso, "mas haverá um crescente número de coisas que não serão possíveis de ser feitas online". Já Andrew M. Odlyzko, um professor da Universidade de Minnesota, estima que o crescimento do tráfego digital na rede está em 50% ao ano, segundo uma recente análise da Cisco Systems, uma grande fabricante de equipamento de rede.
Apesar de a taxa de crescimento intimidante, a tecnologia para lidar com ele também está avançando em um ritmo impressionante. Os roteadores para transmissão de dados estão ficando mais rápidos, a transmissão por fibra óptica está cada vez melhor e os programas que gerenciam os pacotes de dados estão mais inteligentes.
Sabe-se que a internet já sobreviveu a previsões de colapso no passado. Robert M. Metcalfe, um empreendedor e pioneiro da rede, que em uma coluna de revista em 1995 alertou sobre um "colapso catastrófico" da internet em 1996, teve que engolir suas palavras ao perceber que nada do que havia previsto ocorreu. Hoje um capitalista de risco, Metcalf afirma que a web provou ser extremamente resistente, mas acredita que a rede está vulnerável no momento. Nada tão alarmante para ela sofra um colapso, "mas oportunidades serão perdidas", salienta.Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores (colunistas e leitores) e podem não expressar necessariamente a opinião do iMasters.
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