Segunda-feira, 21 de maio de 2007 às 13h48

Governo do RS lança fundo de investimento em tecnologia em junho

Fonte: ITWeb

Fundo de capital de risco faz parte de pacote de medidas que serão anunciadas no mês que vem para atrair empresas de tecnologia para o estado

O secretário estadual de desenvolvimento e assuntos internacionais do Rio Grande do Sul, Nélson Proença, anunciou, na manhã desta segunda-feira (21/05), que o Estado lançará um fundo de capital de risco (venture capital) para investir na criação de novas empresas de tecnologia no estado.

O anúncio foi feito durante a abertura do HP Brazil International Tech Symposium 2007 em Porto Alegre (RS). "É o que falta no Brasil, alguém que invista nas idéias dos jovens, que não têm dinheiro para montar um negócio. E para isto não adianta financiamento, tem que ser um fundo de participação", disse.

Para ele, existem muitos recursos disponíveis no mercado hoje, e a vontade de investir no Brasil é muito grande. De acordo com o secretário, o fundo contará com investimentos de grupos privados, com articulação do governo.

A medida faz parte de iniciativas do governo do Rio Grande do Sul anunciadas por Proença para tornar o estado atraente à instalação de empresas dos setores de software, TI, saúde e biotecnologia. Na área de software, Proença afirma que a intenção é criar um pólo com capacidade de concorrer com a Índia. "Muitas empresas, inclusive indianas têm nos procurado para se instalar aqui", revelou.

No mês que vem, a governadora Yeda Crusius (PSDB) deve assinar a Lei de Inovação do Estado, que entre outras medidas, oferecerá incentivos fiscais para a instalação de empresas no estado. O secretário afirmou também estão sendo estudados incentivos a obras de infra-estrutura. "Nosso objetivo é o incremento do ICMS, gerar uma receita que antes não existia", comentou. Entre as empresas já instaladas no Estado estão a SAP, HP e Dell.

Na semana passada, a Dell inaugurou sua nova fábrica no interior de São Paulo, o que significou a transferência das atividades antes realizadas no interior do Rio Grande do Sul. Proença não viu perdas com a transferência. "A folha de pagamento do centro de desenvolvimento da empresa que foi instalado aqui é três vezes maior que a da fábrica, e é essa parte que nos interessa mais, porque agrega mais", avaliou

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