Fonte: Reuters
De acordo com um jornal estatal chinês, é apenas uma questão de tempo até que um controverso esquema para instalar software de filtragem na internet em todos os computadores comece na China.
O surpreendente recuo do governo chinês na adoção do plano foi reportado na noite da última terça-feira pela agência de notícias Xinhua, que informou que o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação iria "adiar a instalação obrigatória do controverso software de filtragem 'Green Dam-Youth Escort' em novos computadores".
Segundo autoridades, o software tem o objetivo de acabar com a pornografia na internet, e fabricantes de computadores foram informadas que teriam de instalar o programa em qualquer computador pessoal direcionado às lojas para venda no país a partir de 1o de julho.
Mas a ordem foi criticada por oponentes à censura, grupos industriais e autoridades de Washington como sendo imprudente, politicamente intrusiva, tecnicamente ineficaz e comercialmente injusta. Fabricantes de computadores basicamente evitaram fazer comunicados públicos sobre o assunto.
Mas o jornal em língua inglesa China Daily, citando uma autoridade do governo chinês não identificada, informou que o plano eventualmente será retomado.
"O governo definitivamente prosseguirá com a ordem do 'Green Dam'. É apenas uma questão de tempo", disse a fonte ouvida pela publicação.
A razão do atraso é porque algumas fabricantes de computadores precisavam de mais tempo para incluir o software no processo de produção, acrescentou o jornal.
"O que acontecerá é que algumas fabricantes terão o software incluído nos pacotes de computadores antes que outras", afirmou ele. "Mas não prazo limite definitivo no momento."
A decisão foi a última novidade da disputa entre o Partido Comunista e forças sociais e comerciais que fazem pressão para usar a internet como um canal de expressão mais livre.
A China tem cerca de 300 milhões de internautas. Aproximadamente 42,6 milhões de computadores pessoais devem ser vendidos no país neste ano, segundo a Gartner.
A principal fabricante do país é a chinesa Lenovo, embora participantes globais como HP, Dell e Acer tenham feito considerável progresso no mercado nos últimos anos.
A visualização em 3D nos dois aparelhos exigirá o uso de óculos especiais.
Rede social anunciou que vai ampliar ações para combater esse tipo de propaganda.
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