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        <title>iMasters - Seção: webstandards</title>
        <description>iMasters - Comunidade de profissionais, estudantes e mestres em tecnlogias e ferramentas voltadas para o desenvolvimento web</description>
        <link>http://imasters.uol.com.br/</link>
        <lastBuildDate>Wed, 10 Feb 2010 08:11:37 +0100</lastBuildDate>
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        <item>
            <title>HTML 5: turbulências para 2010!</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/15756/webstandards/html_5_turbulencias_para_2010/</link>
            <description>&lt;p&gt;Depois de um final de ano cheio de novidades com o surgimento de novas tecnologias, tendências e lançamentos, iniciamos 2010 com força total. A discussão foi grande em relação à migração. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para quem acha que não está na hora de mudar, nos últimos dias uma das maiores empresas do mundo, o Google, anunciou que, a partir de 1º de março, vai parar de dar suporte a navegadores como IE 6 e versões antigas do Firefox e Safari. Somente alguns de seus serviços estarão disponíveis para navegadores antigos, como Docs e Calendar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Toda esta revolução teve efeito depois que o Google sofreu o seu o maior ataque de hackers. A empresa cita a falta de segurança de navegadores como IE6. Este fator pode ser decisivo para a atualização dos navegadores, facilitando a migração para o HTML 5.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As novidades não param por aí. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para que achava que iria ser desperdício começar a aprender sobre o HTML5, temos ainda outra novidade que irá forçar a migração para o HMTL5: Steve Jobs anunciou, no lançamento do Ipad, que o aparelho não terá suporte ao Adobe Flash. Ele deixou bem claro que a internet está migrando para o HTML 5 e que problemas no plug-in do Adobe são fatores que levaram a decisão de não fornecer o suporte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O YouTube anunciou recentemente que desenvolverá um novo player de vídeo compatível para a nova TAG do HTML 5 &amp;lt;video&amp;gt;. A empresa vem revolucionando o mercado web 2.0. Ano passado, lançou uma campanha contra a utilização do browser Internet Explorer 6 da Microsoft. Mais uma que está focando na atualização dos navegadores para utilização da nova tecnologia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até o final deste semestre, grandes empresas já estarão utilizando a nova tecnologia. O HTML 5 que estava previsto para 2011/2012 pode estar mais próximo do que esperávamos!&lt;/p&gt;

</description>
            <author>contato@quedesign.com.br (Raphael Monteiro)</author>
            <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 10:30:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/15756</guid>
        </item>
        <item>
            <title>HTML5: tag video com alternativa em Flash</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/15768/webstandards/html5_tag_video_com_alternativa_em_flash/</link>
            <description>&lt;p&gt;Com a tag &amp;lt;video&amp;gt; do HTML5 torna-se possível inserir vídeos em 
páginas web de uma forma muito simples, semelhante à inserção de imagens 
em documentos HTML, onde o próprio browser fornece as funções de 
reprodução sem a necessidade de plugins como Flash ou Quicktime.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;A marcação HTML para isso é muito simples, e você pode ver um exemplo
 abaixo:&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.pinceladasdaweb.com.br/blog/2010/01/26/html5-tag-video-com-alternativa-em-flash/#viewSource&quot; class=&quot;item viewsource&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&lt;span class=&quot;content&quot;&gt;&lt;span class=&quot;block&quot;&gt;&amp;lt;video src=&quot;someclip.mp4&quot; controls /&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Safari (versão atual e posteriores), Google Chrome e Firefox 3.1b2 (e 
versões posteriores) possuem suporte a HTML5. O Opera no atual momento 
possui um &lt;a href=&quot;http://dev.opera.com/articles/view/a-call-for-video-on-the-web-opera-vid/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;experimento&lt;/a&gt; onde dá suporte superficial a tag 
video. O Safari reproduz arquivos do tipo MPEG4 (e, pelo menos no Mac, é coisa
 que o QuickTime pode reproduzir). O Firefox atualmente só suporta 
arquivos Ogg Theora.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Essa falta de suporte aos codecs pode ser superada através da 
inserção de dois formatos de arquivo na mesma tag &amp;lt;video&amp;gt;:&lt;/p&gt;


&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;video controls&amp;gt;&lt;br /&gt; &amp;lt;source src=&quot;video.m4v&quot; type=&quot;video/mp4&quot; /&amp;gt; &amp;lt;!-- MPEG4 para Safari --&amp;gt;&lt;br /&gt; &amp;lt;source src=&quot;video.ogg&quot; type=&quot;video/ogg&quot; /&amp;gt; &amp;lt;!-- Ogg Theora para Firefox --&amp;gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/video&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Já nos browsers antigos, que não suportam a tag &amp;lt;video&amp;gt;, temos 
que usar uma alternativa em Flash. Uma alternativa muito simples é 
utilizar o &lt;a href=&quot;http://code.google.com/p/swfobject/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;SWFObject&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Observem o HTML:&lt;/p&gt;


&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;div id=&quot;demo-video-flash&quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;   &amp;lt;video id=&quot;demo-video&quot; poster=&quot;snapshot.jpg&quot; controls&amp;gt;&lt;br /&gt;    &amp;lt;source src=&quot;video.m4v&quot; type=&quot;video/mp4&quot; /&amp;gt; &amp;lt;!-- MPEG4 para Safari --&amp;gt;&lt;br /&gt;    &amp;lt;source src=&quot;video.ogg&quot; type=&quot;video/ogg&quot; /&amp;gt; &amp;lt;!-- Ogg Theora para Firefox --&amp;gt;&lt;br /&gt;   &amp;lt;/video&amp;gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;Nós colocamos a tag &amp;lt;video&amp;gt; dentro de uma div que é para 
anexá-la ao SWFObject. Observem abaixo o JavaScript com o auxílio da 
biblioteca jQuery:&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;script type=&quot;text/javascript&quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;  $(document).ready(function() {&lt;br /&gt;    var v = document.createElement(&quot;video&quot;); // Para browsers que suportam a tag &amp;lt;video&amp;gt;&lt;br /&gt;    if ( !v.play ) { // Caso contrário, utilize Flash.&lt;br /&gt;      var params = {&lt;br /&gt;        allowfullscreen: &quot;true&quot;,&lt;br /&gt;        allowscriptaccess: &quot;always&quot;&lt;br /&gt;      };&lt;br /&gt;      var flashvars = {&lt;br /&gt;        file: &quot;video.f4v&quot;,&lt;br /&gt;        image: &quot;snapshot.jpg&quot;&lt;br /&gt;      };&lt;br /&gt;      swfobject.embedSWF(&quot;player.swf&quot;, &quot;demo-video-flash&quot;, &quot;480&quot;, &quot;272&quot;, &quot;9.0.0&quot;, &quot;expressInstall.swf&quot;, flashvars, params);&lt;br /&gt;    }&lt;br /&gt;  });&lt;br /&gt;&amp;lt;/video&amp;gt;&amp;lt;/script&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.pinceladasdaweb.com.br/blog/2010/01/26/html5-tag-video-com-alternativa-em-flash/#viewSource&quot; class=&quot;item viewsource&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A detecção de suporte do browser é feita através da criação de uma 
tag &amp;lt;video&amp;gt;. Caso o elemento não possa ser criado, então entra em 
ação o flash que usa o SWFObject para montar o player no HTML. &lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Vejam um &lt;a href=&quot;http://www.pinceladasdaweb.com.br/blog/uploads/html5-video/&quot;&gt;exemplo
 em funcionamento&lt;/a&gt;. Caso seja de seu interesse, você pode &lt;a href=&quot;http://www.pinceladasdaweb.com.br/blog/uploads/html5-video/html5-video.rar&quot;&gt;baixar
 aqui&lt;/a&gt; os arquivos utilizados nesse tutorial para estudo.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;A desvantagem para essa solução, já que nem todos os browsers possuem
 suporte nativo e a utilização de codecs ainda não é padronizada, é que 
você tem que fornecer 3 opções do mesmo arquivo (MPEG4, Ogg e FLV)&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;*&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;em&gt;Esse tutorial foi escrito com base no original do site de &lt;a href=&quot;http://henriksjokvist.net/archive/2009/2/using-the-html5-video-tag-with-a-flash-fallback&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Henrik Sjökvist&lt;/a&gt;. Todo o 
material aqui utilizado compete ao autor original do post.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

				</description>
            <author>pedrorogerio@hotmail.com (Pedro Rogério de Assis Lemes)</author>
            <pubDate>Tue, 02 Feb 2010 11:15:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/15768</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Coding Standards</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/15444/desenvolvimento/coding_standards/</link>
            <description>&lt;h4&gt;Por que aprender Coding Standards?&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Atualmente, fala-se um pouco sobre &lt;em&gt;Code Standards&lt;/em&gt;. Porém, fala-se bem mais do que há 5 anos. Com o &quot;boom&quot; do Tableless, a W3C ganhou um pouco mais de visibilidade, e seus padrões começaram a ser praticados no meio web, abrangendo basicamente HTML, CSS, XML, etc.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;O grande diferencial passa a ser notado quando se define Code Standards no
desenvolvimento em linguagens como: PHP, JavaScript, etc. A Sun tem uma ótima documentação de &lt;em&gt;Code Standards&lt;/em&gt;, que normalmente é seguida pelos desenvolvedores &lt;em&gt;Java&lt;/em&gt;, e criou também, um &lt;em&gt;Padrão de Documentação em Código&lt;/em&gt; excelente, conhecido como &lt;a href=&quot;http://java.sun.com/j2se/javadoc/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;JavaDoc&lt;/a&gt;, onde há ferramentas que geram a documentação em  HTML e outros formatos baseados nos blocos de documentação feitos no código fonte.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Mais tarde, baseados nesse padrão, surgiram: &lt;a href=&quot;http://www.phpdoc.org/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;PHPDoc&lt;/a&gt;,
&lt;a href=&quot;http://jsdoc.sourceforge.net/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;JSDoc&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://cssdoc.net/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;CSSDoc&lt;/a&gt;,
seguindo a mesma base e estrutura de documentação, o que facilita a tomada
de decisão com relação a qual padrão de documentação deve-se seguir.&lt;/p&gt;


&lt;h4&gt;Qual a importância?&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Em se definindo e aplicando &quot;Padrões de Codificação e
Documentação&quot;, há um enorme ganho com:&lt;/p&gt;


&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Facilidade de implementação;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;p&gt;Melhorias no código em:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Visibilidade;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Portabilidade;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Reaproveitamento;&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Redução de tempo em: 
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Adaptação de novos
      desenvolvedores.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Manutenção;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Migração;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Identificação, rastreamento e correção de erros.&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;p&gt;Diminuição de reescrita de
     código por falta de documentação.&lt;/p&gt;

&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Nas fábricas de software, padrões de codificação, nomenclaturas e
documentação refletem diretamente na diminuição do &lt;em&gt;alocação de recursos&lt;/em&gt; e consequentemente &lt;em&gt;prazo de entrega&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;tempo de desenvolvimento&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;custo final do projeto&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;


&lt;h4&gt;Fator profissional&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Por ser uma prática pouco conhecida e disseminada entre desenvolvedores
Júnior e Pleno, o profissional que trabalha sob coding standards destaca-se entre os demais.
A necessidade/utilidade é percebida ao entrar em um ambiente de desenvolvimento com maior número de profissionais, observando a realidade das fábricas de softwares.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Com certeza, há uma tendência natural de que Code Standards seja um
requisito obrigatório para quem é ou pretende ser arquiteto de linguagem, seja
Java, PHP, Delphi ou qualquer outra. Para desenvolvedores Java é praticamente
requisito indispensável seguir o padrão oferecido pela SUN, e para desenvolvedores PHP já
temos ótima disseminação do assunto nos recentes eventos nacionais e regionais,
bem como o &quot;PHP Standards&quot;, que está sendo discutido e elaborado por vários líderes de  projetos/frameworks de renome. Em breve, teremos um padrão a ser seguido para projetos a partir da versão 5.3 do PHP.&lt;/p&gt;


&lt;h4&gt;Onde encontrar informações:&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Se você trabalha com PHP, há o artigo: &lt;a href=&quot;http://blog.walkeralencar.com/archives/11&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;PHP Coding Standards&lt;/a&gt;
falando sobre o assunto e com materiais de referência que irão facilitar muito
sua vida. Sendo Java: &lt;a href=&quot;http://java.sun.com/docs/codeconv/&quot;&gt;Code
Conventions for the Java Programming Language&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Em breve publicarei mais artigos aprofundando esse assunto que, com certeza,
é bastante abrangente e importante.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Abraços e sucesso!&lt;/p&gt;

</description>
            <author>walkeralencar@gmail.com (Walker de Alencar Oliveira)</author>
            <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 10:00:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/15444</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Usabilidade, acessibilidade e leis</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/15322/criacao/usabilidade_acessibilidade_e_leis/</link>
            <description>&lt;p&gt;Muito já se fala de acessibilidade, mas ainda estamos engatinhando no
assunto aqui no Brasil, tanto que vemos frequentemente alguns textos
confundindo acessibilidade e usabilidade. Este artigo tem o intuito de esclarecer as diferenças e expor a importância do assunto, bem como mostrar que há leis no Brasil atingindo o mercado e o público privado.&lt;/p&gt;


&lt;h4&gt;Diferenciando acessibilidade de usabilidade&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Antes de falarmos de leis, vamos diferenciar o que essas duas palavras significam:&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Acessibilidade&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;&lt;strong&gt;Acessibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; significa
não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida
participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e
informação, mas a inclusão e a extensão do uso destes por todas as
parcelas presentes em uma determinada população.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Usabilidade&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;&lt;strong&gt;Usabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;
é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem
empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa
específica e importante. A usabilidade pode também se referir aos
métodos de mensuração da usabilidade e ao estudo dos princípios por
trás da eficiência percebida de um objeto.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Notaram a diferença? Pois é, o fator complicante é que, no
desenvolvimento de um site ou de um sistema web, enquanto que se trabalha a
usabilidade facilitando o acesso à informação, melhorando o
posicionamento de elementos etc, se corretamente codificado, começa a
entrar no campo da acessibilidade, ou seja, elas começam a se
co-relacionar no ponto onde tornando mais usável, torna-se mais
acessível.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Veja um exemplo simples: uma imagem de um botão com texto &quot;Buscar&quot; em fonte pequena com o atributo &lt;em&gt;alt=&quot; &quot;&lt;/em&gt; (só para validar),
visualmente seria facilmente interpretada, mas como um cego saberia que
tem que &quot;clicar&quot; na imagem para fazer a busca? E pessoas com perda
parcial de visão entenderiam um texto pequeno, se ele não pode ser
expandido?&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Você deve estar pensando: &quot;&lt;strong&gt;ok, entendi o problema, mas o que a usabilidade vai mudar na acessibilidade deste botão?&lt;/strong&gt;&quot;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Um profissional de usabilidade, com certeza não deixaria um botão com um texto pequeno e provavelmente adicionaria alguma imagem para melhorar a identificação visual do elemento.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Certo, visualmente melhoramos, mas e a codificação... como faria para tornar isso
acessível?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Basta seguir a estrutura semântica recomendada pela&lt;/em&gt; &lt;a href=&quot;http://www.w3.org/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;W3C&lt;/a&gt;&lt;em&gt;:
um button para o botão, com o texto &quot;Avançar&quot; e a imagem com o
atributo alt=&quot;Ícone: Avançar&quot;, assim, visualmente será facilmente
identificado, o texto poderá ser expandido conforme a necessidade do
usuário e a imagem contendo o atributo ALT será facilmente interpretada
por deficientes visuais. Ou seja:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;button type=&quot;submit&quot; id=&quot;btnAvancar&quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;Avançar &amp;lt;img src=&quot;images/icon/button/avancar.png&quot; alt=&quot;Ícone: Avançar&quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;/button&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que eu ganho escrevendo o código assim?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Além de aumentar o número
de pessoas que entenderá melhor o conteúdo, o atributo id no button te
permite criar manipulações de JS, ou seja, se você utilizar um
framework como o jQuery por exemplo, definirá facilmente ações
vinculadas ao botão através do ID do elemento, podendo inclusive
trabalhar com JS não obstrutivo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;


&lt;h4&gt;Leis brasileiras sobre acessibilidade&lt;/h4&gt;


&lt;p&gt;Acredito que deu para entender as diferenças, então vamos falar sobre as
leis brasileiras e até onde nós (desenvolvedores, arquitetos de
linguagem, projetistas, designers e empresários) devemos nos preocupar
sobre esse assunto.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;O &lt;a href=&quot;http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/23/2004/5296.htm&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Decreto-lei nº 5296 de 2 de dezembro de 2004&lt;/a&gt;,
também conhecido como Lei de Acessibilidade, nos artigos 47 e 48 fala
do Acesso à Informação e Comunicação, em resumo, especifica que: &lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;&quot;&lt;em&gt;Será
obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da
administração pública na rede mundial de computadores (internet), para
o uso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o
pleno acesso às informações disponíveis.&lt;/em&gt;&quot;&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Fala basicamente de pessoas com deficiência visual, porém, a acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da &quot;&lt;em&gt;Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência&lt;/em&gt;&quot; aprovado como lei no &lt;a href=&quot;http://www2.senado.gov.br/bdsf/item/id/99423&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;decreto nº 186/2008&lt;/a&gt;, tornando &lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;&quot;&lt;em&gt;Obrigatória
e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível
para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal ou
site, de empresa privada ou governamental&lt;/em&gt;&quot;, &lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Este novo decreto acabou com as restrições anteriores do decreto, e estendeu o pleno acesso a mais tipos de deficiências (&lt;a href=&quot;http://www.acessibilidadelegal.com/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;www.acessibilidadelegal.com&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Esse é o primeiro artigo sobre acessibilidade, espero ter despertado um pouco mais de interesse de
vocês. Trabalho com acessibilidade há mais de três anos, ainda tenho muito a falar e em breve vou publicar mais artigos sobre o assunto.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/23/2004/5296.htm&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Decreto-lei nº 5296 de 2 de dezembro de 2004&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/23/2004/5296.htm&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www2.senado.gov.br/bdsf/item/id/99423&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Decreto nº 186/2008&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.acessibilidadelegal.com/40-faq.php&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;FAQ - Acessibilidade Legal&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;em&gt;Leia, analise, critique e comente, pois com suas sugestões poderei melhorar cada vez mais&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

</description>
            <author>walkeralencar@gmail.com (Walker de Alencar Oliveira)</author>
            <pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:00:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/15322</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Web Standards - como ser um diferencial frente ao cliente?</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/12188/webstandards/web_standards_como_ser_um_diferencial_frente_ao_cliente/</link>
            <description>&lt;p&gt;				Na
maioria dos casos clientes não conseguem perceber a diferença entre
paginas bem escritas utilizando Web Standards e outras mal escritas
utilizando algum outro padrão. Clientes entendem - pelo menos deveria
ser assim - do seu próprio negocio, que geralmente não é web. E também
não custa lembrar que clientes querem ver resultados, financeiros, de
preferência - a não ser que seja uma ONG, mas eu pessoalmente jamais fiz um
projeto para alguma delas.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Ponha-se no lugar do cliente: abra o IE e compare uma página Web Standards bem feita - &lt;a href=&quot;http://www.w3.org/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;W3C&lt;/a&gt;, por exemplo - com outra pagina feita de qualquer jeito, daquelas que tem &lt;em&gt;table&lt;/em&gt;
até no titulo da página - nem vou dar exemplos aqui. Qual a diferença
visual à primeira vista? Lembre-se de que seu cliente não é desenvolvedor
web nem designer.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Vejam bem, não estou dizendo que site Web Standard é feio - vide &lt;a href=&quot;http://www.csszengarden.com/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Css Zen Garden&lt;/a&gt;
-, estou dizendo que as diferenças não são visíveis, e cabe a você
utilizar os argumentos corretos ao vender seu projeto. Fazer o cliente
entender que padrões no desenvolvimento web resultam qualidade no
produto faz com que seu trabalho seja mais valorizado - afinal, também
não somos uma ONG!&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Abrindo um jornal, é bem fácil achar anúncios de sites por preços
ridículos, que não pagam nem o seu primeiro dia de desenvolvimento. &lt;strong&gt;Perante isso, como provar que a qualidade do seu produto vale o preço que o cliente pagará?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Quero mencionar aqui um argumento que li em um blog:&lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&quot;os visitantes mais importantes para promover o site (?) são cegos: os robôs de sites de busca&quot;&lt;/p&gt;

&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Ou seja, fazer um site tomando todo o cuidado com os padrões web é
crucial para que máquinas de buscas analisem o site/sistema de maneira
correta. Para que isso? No Google, por exemplo, isso vale algumas
posições no rank de sites, e é comprovado que na maioria das vezes
apenas os sites da primeira página que recebem as visitas dos usuários.
Isso é fundamental para a visibilidade da empresa.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;E nesse mesmo texto, outro ótimo argumento na parte que fala sobre compatibilidade entre navegadores e outras mídias:&lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&quot;São mais clientes que não se pode dar ao luxo de perder&quot;&lt;/p&gt;

&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Não podemos mais fechar nossos olhos para a acessibilidade da
internet. Hoje em dia podemos acessá-la de quase qualquer dispositivo
moderno: celulares, eletrodomésticos, players, videogames e vários
outros. A conexão wi-fi nos trás uma mobilidade impressionante. Como
dito anteriormente, não podemos ignorar esse crescente número de
acessos. E para não ignorá-los precisamos deixar nossos sites
preparados, e os padrões nos dizem como fazer isso.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Ambas referencias estão no post &lt;a href=&quot;http://www.richardbarros.com.br/blog/web-20/quando-o-cliente-nao-da-a-minima-para-padroes-web&quot;&gt;Quando o cliente não dá a mínima para padrões web&lt;/a&gt; do blog &lt;a href=&quot;http://www.richardbarros.com.br/&quot;&gt;Richard Barros&lt;/a&gt;. Excelente text.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Outro argumento que está diretamente ligado à parte financeira, esse
eu sempre uso quando &quot;confrontado&quot; sobre essa &quot;qualidade invisível&quot;, é: um site Web Standard, bem feito, consome bem menos recursos de
transferência de dados da conexão do servidor. Isso resulta em um site
que abre mais rápido e que utiliza menos recursos do provedor - hosts
cobram por transferência de dados.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Para nós, desenvolvedores, o Web Standard traz diversos benefícios -
além de todos que já citei: facilidade na leitura/interpretação do
site, facilidade na hora de dar manutenção, facilidade para modificar
layout e conteúdo, ou seja, facilidade, facilidade e facilidade!&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Isso que escrevi aqui é uma pequena parte de uma longa e infindável
discussão. Minha intenção aqui foi só instigá-lo a ir atrás de
qualidade no seu desenvolvimento. Uma boa referência inicial sobre esse
assunto é o &lt;a href=&quot;http://www.maujor.com/tutorial/wschecklist.php&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Web Standard Checklist&lt;/a&gt;, em português, no site &lt;a href=&quot;http://www.maujor.com/index.php&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Maujor&lt;/a&gt;. Boa jornada!				&lt;/p&gt;

</description>
            <author>wagner.andradesilva@gmail.com (Wagner Andrade)</author>
            <pubDate>Tue, 31 Mar 2009 10:00:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/12188</guid>
        </item>
        <item>
            <title>O Twitter está bombando e &quot;abendando&quot;</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/12004/midiasocial/o_twitter_esta_bombando_e_abendando/</link>
            <description>&lt;p&gt;Esta palavra que está entre aspas no título deste artigo não existe no dicionário brasileiro. Muito menos após esta nova reforma ortográfica. Não tem nada a ver.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Trata-se de um neologismo inventado por profissionais de informática dos EUA, importado por nós do Brasil e muito utilizado quando um computador servidor trava simplesmente por não estar agüentando o tranco. Pode ser que esteja mal configurado, com seu software desatualizado ou até mesmo não suportando a carga a que é submetido.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Abend vem de abnormal end. Traduzindo fica finalização anormal. E quando isso acontece tenha em mente que a vaca foi para o brejo. A rede parou e os telefonemas no Suporte vão começar com reclamações de todos os gostos e sabores. Sai de baixo!&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Nesta semana quando estava tentando atualizar a minha imagem no Twitter lembrei do &quot;abendando&quot; pois, ao fazer o upload de uma fotinha miserável com apenas 7 Kb, recebi a seguinte tela por várias vezes:&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;imgdesc&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/12004/tweeterovercapacity%201.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Este caso indica o sucesso do Twitter que pode se tornar o seu quase impossível fracasso e aos poucos vai se transformando em mais um paradigma do mundo virtual.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Como escrito na tela - Twitter está além da capacidade - percebe-se que os posts frenéticos neste nem tão novo queridinho da internet estão fazendo com que ele dê uma abendada. Ops. Ou melhor, travada. Congelada. Fora do ar. Vai tomar um café.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Nem tão novo porque está no ar desde 2006. E seu fundador, Evan Willians, apenas passou a usá-lo diariamente em 2008.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Ano passado o criador da Wikipedia, Jimmy Wales, passou pelo mesmo transtorno informando que precisava fazer um pequeno upgrade na sua estrutura de TI para agüentar o tranco. Valor deste pequeno incremento: US$ 6 milhões.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;A sorte do Twitter é que vem recebendo aportes financeiros ao longo de sua existência,  através de seus anjos investidores. Jeff Bezos, o dono da Amazon é um dos seus investidores juntamente com a Capital and Institutional Venture Partners. Os valores aportados são especulados em 250 milhões de dólares. Na verdade não foram revelados oficialmente.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;E o Jimmy continua passando o pires atrás de doações para a sua enciclopédia.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Mas o mais curioso é que o Twitter ainda não tem um modelo de geração de receita definido. A Wikipedia também não. Mas o que acontece é o seguinte:&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Enquanto na Wikipedia o conteúdo é editável por todos ao redor do globo, gerando cada vez mais conteúdo, e não passa disto, o Twitter conseguiu de uma forma simples, barata e rápida convergir dois mundos em um criando uma nova maneira de se comunicar.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Dois mundos em um e &quot;quem não twitta se estrumbica&quot;. &lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Cento e quarenta caracteres que saem do telefone e entram na web. Cento e quarenta caracteres que saem da web e entram no celular.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Mas isso já era feito pelos torpedos virtuais. O Evan também sabia disso e fez todos verem os SMS's de todos. Sejam eles reais ou virtuais, pois no final das contas tudo é a mesma coisa ao mesmo tempo e agora. Quinze minutos atrás já é passado remoto. &lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Até a próxima semana.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;PS.: a tela da baleia até que é bonitinha, mas essa aí abaixo...&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;imgdesc&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/12004/tweeterovercapacity2.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

</description>
            <author>leonardo_cardoso_moraes@yahoo.com.br (Leonardo Moraes)</author>
            <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:30:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/12004</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Dá uma licencinha... </title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/11848/direito/da_uma_licencinha_/</link>
            <description>&lt;p&gt;
Hoje li &lt;a href=&quot;http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/09/precisamos-realmente-do-creative-commons/&quot;&gt;um artigo&lt;/a&gt;,
digamos, interessante, questionando o uso da Creative Commons e talvez
indiretamente sobre outras licenças do mesmo tipo. O autor do artigo,
pelo teor do texto, parece que estava meio contrariado e até irritado
com o uso da licença e com a própria licença,
transmitindo até uma idéia naquele estilo
&quot;comunista-década-de-oitenta&quot;. Mandei um comentário para lá mas até
agora não foi publicado, então resolvi fazer esse post para expor o meu
ponto de vista sobre a situação.
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Antes de mais nada, um erro tosco que permeia o artigo inteiro: contei cerca de oito vezes onde o autor menciona pedir licença, &quot;pedir&quot; em um contexto de se submeter sob a licença criticada. Uma coisa tem que ser deixada clara: ninguém é obrigado a pedir licença, você pode, se quiser, usar a licença para o seus trabalhos publicados. Ninguém é obrigado a nada. 
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Inclusive, pode-se usar a licença que quiser. A Creative Commons é muito &quot;pop&quot; para a sua publicação? Considere a &lt;a href=&quot;http://www.fsf.org/licensing/licenses/fdl.html&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;GNU Free Documentation License&lt;/a&gt; ou a &lt;a href=&quot;http://opencontent.org/openpub/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Open Publication License&lt;/a&gt; ou que tal até a &lt;a href=&quot;http://www.opensource.apple.com/cdl/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Common Documentation License&lt;/a&gt;.
Ou até, como o autor do artigo diz, escreva um texto explicitando a sua
forma de licença pessoal para a publicação do trabalho. Se podemos
fazer isso, para que diabos usarmos uma licença &quot;pop&quot;?
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;A resposta está na praticidade, clareza, estruturação e acesso fácil
que essas licenças nos fornecem, gratuitamente, além de promover a
divulgação do conhecimento, seja por meio de código, documentação,
música, o que seja, de uma forma que muitas pessoas tentam enquadrar
naquela máxima do &quot;comunismo do capeta&quot; como citada acima, mas que em
termos práticos atualmente já dá um retorno enorme e visível para a
sociedade e, pasmem, até para os indivíduos que disponibilizam suas
obras sob essas licenças. Assistam &lt;a href=&quot;http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=116&amp;amp;Itemid=1&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;esse vídeo&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Funciona para todo mundo, e de uma maneira eficiente! Quero dizer,
&quot;todo mundo&quot; menos uma boa turma que ainda acha que o certo é fechar
tudo o que se encontra pela frente e só entregar através de algum
pagamento. Que o diga o &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=wvsboPUjrGc&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;monkey boy&lt;/a&gt;
que deve mijar na cama toda vez que sonha com a GPL. E se o preço a
pagar para usar um recurso desse onde vejo que me ajuda de uma forma
muito prática seja fazer propaganda do mesmo, pago com prazer. Afinal,
não recomendamos as músicas, filmes, cervejas, praias, parques, etc,
que gostamos para nossos amigos? Qual o problema se a consequência do bom serviço prestado seja a fama?
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Analisando os adjetivos expostos acima, vamos ver um caso prático: publico aqui no blog meu &lt;a href=&quot;http://eustaquiorangel.com/files#ruby&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;tutorial de Ruby&lt;/a&gt; em PDF, sob a licença 
&lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Creative Commons de Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5&lt;/a&gt;.
Como
que funciona essa licença? Cliquem no link acima e vocês vão ficar
sabendo. Se estiverem com preguiça, aqui vai o que consta:
&lt;/p&gt;


&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Você pode:
&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;copiar, distribuir, exibir e executar a obra&lt;/li&gt;&lt;li&gt;criar obras derivadas&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;
Sob as seguintes condições:
&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Compartilhamento pela mesma Licença. Se você alterar, transformar,
ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá distribuir a
obra resultante sob uma licença idêntica a esta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;
Prática, clara, bem-estruturada e de fácil acesso. Pessoalmente eu acho
melhor do que cada um criar a sua licença maluca. Simples assim. Mas de
novo, para fixar bem: só usa a licença quem quer.
Também achei estranho que o autor diz que &quot;se você quiser uma das tais
licenças públicas, para algum trabalho seu relativo a internet, também
terá de dominar a linguagem html&quot;. Só se &quot;dominar o HTML&quot; for saber
clicar com o botão do mouse (o esquerdo! o esquerdo!) no link, como
fizemos acima! E se o problema é conteúdo em Português, é só clicar no
link &lt;a href=&quot;http://creativecommons.org/international/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;ccInternational&lt;/a&gt; na página principal ou procurar &quot;creative commons&quot; no Google que vai ser apresentado como primeiro resultado o &lt;a href=&quot;http://www.creativecommons.org.br/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;site todo em Português&lt;/a&gt;. Em último caso, tenta colocar um .br no final da URL, não vi qual é o problema.
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
Agora, uma coisa engraçada é que o autor do artigo mostra uma reação
que beira a xenofobia para tentar justificar a &quot;não-pagação-de-pau&quot;
para uma licença que foi definida nos EUA mas &lt;a href=&quot;http://www.lulu.com/content/635622&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;publica o seu livro também por uma editora dos EUA&lt;/a&gt;, sob uma &lt;a href=&quot;http://www.copyright.gov/title17/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;licença genuinamente dos EUA&lt;/a&gt;. A única diferença é o final das palavras copyleft e copyright, o que nos leva a deduzir que o que incomoda é o suposto &quot;comunismo&quot; da licença. A &lt;a href=&quot;http://www.lulu.com/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Lulu&lt;/a&gt;
(que, por sinal, é ótima) também é uma entidade privada, estrangeira,
não tem fé pública aqui no Brasil ... ah, mas paga os direitos de
publicação do livro. Entrou grana na história, fica tudo bem. O
Iraquiano então não teria problema algum em pedir licença para o
soldado do Bush se o soldado desse uma graninha para ele ir tomar uma
cerveja no boteco? Isso que é o fim da picada.
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;
E aí entra outra coisa engraçada: pode-se utilizar a Creative Commons para garantir o seu direito de que você não vai perder dinheiro com o uso comercial da sua obra e ainda de quebra manter o conhecimento livre. Ninguém precisa perder a sua remuneração, a não ser que você tenha em mente que tudo
o que você produz deve ser pago. Isso é outra história, você faz o que
quer, mas se permite me dizer, é uma coisa meio mesquinha. Cada um é
cada um, mas não arranca pedaços você dedicar um pouco do seu tempo
para trabalhar de graça e disponilizar algo para acesso gratuito. Isso
não vai te levar a falência no final do mês. Inclusive, a não ser que
todo mundo que tem blog seja &quot;pro-blogger&quot;, isso se aplica para uma
grande parte do material produzido nos blogs da web, não é mesmo?
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Não é uma sangria desatada. O meu livro vendeu toda a primeira
edição mesmo com o PDF disponível gratuitamente aqui no site (sem
atualizações, é bem verdade). E como bem se viu acima, na licença do
meu tutorial está explícito que o uso é não-comercial e você não pode
utilizar esta obra com finalidades comerciais, a não ser que você
obtenha uma licença de publicação com o autor, ou seja, comigo. Aí pode
ser grátis ou eu posso cobrar uma grana por isso, vai depender do meu
humor e do estado do meu &quot;livro do terror&quot; (extrato do banco). E se
algum engraçadinho sair por aí ganhando dinheiro com esse material que
deixei explícito que é para uso não-comercial, posso acioná-lo
judicialmente. Inclusive, tem um pessoal aí que parece que andou
abusando da boa-fé e ... outra história.
&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;No final das contas, me parece que o artigo foi uma tentativa
gratuita de ataque sem fundamento à licença Creative Commons e à outras
licenças do mesmo teor, não talvez por má-fé, talvez por aquela idéia
de &quot;comunismo oitentista&quot; (que inclusive, vem em grande parte dos EUA,
não é mesmo?) ou pelo fato de que alguns dos ideais que essas licenças
representam possam representar algum tipo de ameaça aos negócios ou
posições ideológicas do autor. Espero que eu possa ter demonstrado meus
pontos de vista com pelo menos um pouco mais de embasamento e
coerência.
&lt;/p&gt;

</description>
            <author>taq@eustaquiorangel.com (Eustáquio Rangel)</author>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2009 09:20:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/11848</guid>
        </item>
        <item>
            <title>HTML 5 - Mudanças na estrutura e semântica</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/11751/webstandards/html_5_mudancas_na_estrutura_e_semantica/</link>
            <description>
&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Semântica &lt;/strong&gt; sempre é um dos pontos mais importantes do &lt;strong&gt;desenvolvimento com Padrões Web&lt;/strong&gt;. Algumas iniciativas com o &lt;a href=&quot;http://www.tableless.com.br/microformatos-internet-movel-e-quem-ainda-nao-entendeu-nada&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Microformats &lt;/a&gt; vieram na tentativa de trazer mais semântica ainda para nossos códigos, com o intuito de que novas aplicações e oportunidades pudessem utilizar melhor a informação distribuída na web. Acontece que o resto do HTML não foi há bastante tempo modificado. Por exemplo, como você consegue distinguir de forma automática as informações do &quot;header&quot; (cabeçalho) dos sites? Não consegue. Você não consegue, por exemplo, de maneira automatizada, identificar o que é um rodapé ou a parte do layout que está exibindo um artigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todos os dias sites e mais sites são publicados na internet e nenhum deles com um padrão de nomenclatura de classes e ids que possamos utilizar para extrair informação de maneira inteligente. O &lt;strong&gt;HTML 4.01&lt;/strong&gt; é a versão atual da linguagem básica da Web, e não é atualizado há alguns anos. Esses detalhes de semântica não podem ser supridos para sempre por tecnologias como o Microformats. A versão 5 do HTML tende a suprimir essas necessidades e também atualizar pontos antigos do HTML 4, por exemplo, formulários.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como disse no começo deste artigo, a estrutura de um site não é óbvia para as máquinas. Não existe nenhum padrão de construção dos elementos para indicar o que é o cabeçalho e o que é o rodapé, por exemplo. No HTML 5, iremos utilizar um padrão de tags que nos ajudará a marcar estas estruturas. Uma estrutura conhecida é mais ou menos assim:&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;body&amp;gt;
  &amp;lt;div id=&quot;header&quot;&amp;gt;...&amp;lt;/div&amp;gt;
   &amp;lt;div id=&quot;menu&quot;&amp;gt;...&amp;lt;/div&amp;gt;
   &amp;lt;div class=&quot;post&quot;&amp;gt;...&amp;lt;/div&amp;gt;
   &amp;lt;div id=&quot;sidebar&quot;&amp;gt;...&amp;lt;/div&amp;gt;
   &amp;lt;div id=&quot;rodape&quot;&amp;gt;...&amp;lt;/div&amp;gt;
  &amp;lt;/div&amp;gt; 
&amp;lt;/body&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Na estrutura acima, utilizei alguns nomes de classes e ids que costumamos utilizar no dia-a-dia. Eu mesmo não utilizo a classe POST, uso mais CONTENT ou algo parecido. A estrutura do HTML acabará com isso. A idéia é substituir esse amontoado de DIVS por elementos que se encarreguem dessas funções, um exemplo da estrutura serial:&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;body&amp;gt;
  &amp;lt;header&amp;gt;...&amp;lt;/header&amp;gt;
  &amp;lt;nav&amp;gt;...&amp;lt;/nav&amp;gt;
  &amp;lt;article&amp;gt;
    &amp;lt;section&amp;gt;
      ...
    &amp;lt;/section&amp;gt;
  &amp;lt;/article&amp;gt;
  &amp;lt;aside&amp;gt;...&amp;lt;/aside&amp;gt;
  &amp;lt;footer&amp;gt;...&amp;lt;/footer&amp;gt;
&amp;lt;/body&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O elemento &lt;strong&gt;header &lt;/strong&gt; define o cabeçalho. Nav define o menu ou a navegação do site.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Article &lt;/strong&gt; define uma parte da página que tem uma composição de formulários, textos etc. Por exemplo, pode ser um post de forum, blog, comentários etc.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O elemento &lt;strong&gt;Section &lt;/strong&gt; define uma seção do layout em um determinado element. Ele pode conter um &lt;strong&gt;header &lt;/strong&gt; e também um &lt;strong&gt;footer &lt;/strong&gt; se preciso.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O elemento &lt;strong&gt;aside &lt;/strong&gt; consiste em envolver informações que tem algo a ver com o conteúdo principal do site. Pode ser um menu lateral, um sidebar padrão com menu, banner, busca etc...&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Footer define o rodapé do elemento ou do layout.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Entenda que, agora, qualquer elemento pode ter seu conteúdo separado por seções com o elemento &lt;strong&gt;section&lt;/strong&gt;. Note também que os elementos podem ter também um &lt;strong&gt;header &lt;/strong&gt; e um &lt;strong&gt;footer &lt;/strong&gt; independentes do resto do layout. Como na imagem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/11751/printtableless.gif&quot; alt=&quot;&quot;&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma dúvida comum entre os desenvolvedores é como fazer a estruturação e distribuição das tags de títulos (h1 até h6). Por exemplo, se eu utilizei já a tag H1 no logo do site, poderei utilizar para o título do artigo? Se repetirmos muitas vezes as mesmas tags de títulos, a importância que cada título tem sobre o outro se perderá. O Google poderá indexar de forma diferente e etc.&lt;/p&gt;
No HTML 5 esse problema ser resolverá, porque cada section que você inicia, você poderá começar novamente uma nova ordem de títulos. Por exemplo:

&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;header&amp;gt;
  &amp;lt;h1&amp;gt;Logo&amp;lt;/h1&amp;gt;
&amp;lt;/header&amp;gt;
&amp;lt;article&amp;gt;
  &amp;lt;section&amp;gt;
    &amp;lt;h1&amp;gt;Título do artigo&amp;lt;/h1&amp;gt;
    &amp;lt;p&amp;gt;texto&amp;lt;/p&amp;gt;
    &amp;lt;h2&amp;gt;Subtitulo&amp;lt;/h2&amp;gt;
    &amp;lt;p&amp;gt;Mais texto&amp;lt;/p&amp;gt;
  &amp;lt;/section&amp;gt;
&amp;lt;/article&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Dessa forma você conseguirá definir exatamente qual a importância de cada título e os leitores de tela, sistemas de busca e outras aplicações conseguirão fazer uma separação mais eficaz dos elementos textuais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entenda que os divs não irão deixar de existir. Você os usará em casos muito específicos, por exemplo, para fazer caixas de destaque:&lt;/p&gt;

&lt;div class=&quot;codigo&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt; &amp;lt;section&amp;gt;
    &amp;lt;div class=&quot;destaque&quot;&amp;gt;
       &amp;lt;h1&amp;gt;Destaque 1&amp;lt;/h1&amp;gt;
       &amp;lt;p&amp;gt;Texto&amp;lt;/p&amp;gt;
    &amp;lt;/div&amp;gt;
    &amp;lt;div class=&quot;destaque&quot;&amp;gt;
       &amp;lt;h1&amp;gt;Destaque 1&amp;lt;/h1&amp;gt;
       &amp;lt;p&amp;gt;Texto&amp;lt;/p&amp;gt;
    &amp;lt;/div&amp;gt;
  &amp;lt;/section&amp;gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Para saber mais sobre isso, leia: &lt;a href=&quot;http://www.whatwg.org/specs/web-apps/current-work/multipage/semantics.html&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;The Elements Of HTML 5&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
Irei escrever outros artigos sobre a inserção de vídeo e áudio no código e uma série de outros assuntos interessantes sobre HTML 5. E o que você acha disso tudo? Deixe seu comentário!
</description>
            <author>diego@tableless.com.br (Diego Eis)</author>
            <pubDate>Tue, 03 Mar 2009 10:00:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/11751</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Safari 4: Apple na batalha dos browsers?</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/11705/mercado/safari_4_apple_na_batalha_dos_browsers/</link>
            <description>
&lt;p&gt;Mais um interessante capítulo na &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Browser_wars&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;guerra dos browsers&lt;/a&gt; foi iniciado: no dia 24/02 (última terça-feira), a Apple lançou seu browser &lt;a href=&quot;http://www.apple.com/safari/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Safari&lt;/a&gt;, na versão 4 (beta). As conseqüências, ainda que imprevisíveis, podem lançar mais &quot;lenha na fogueira&quot;, trazendo (ou não) maiores vantagens para os usuários e para a web, como um todo. Se todos os browsers travarem uma guerra &quot;limpa&quot;, respeitando as &lt;a href=&quot;http://www.webstandards.org/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;web standards&lt;/a&gt;, tudo bem. Caso contrário, podemos ver, novamente, o deprimente festival de estratégias discutíveis de domínio do mercado, com inserção de &lt;a href=&quot;http://www.icmc.usp.br/ensino/material/html/marquee.html&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;tags proprietárias&lt;/a&gt; (como na batalha internet explorer &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; navigator) o que significaria, sem dúvida, um grande retrocesso, para dizer o mínimo.&lt;/p&gt;

&lt;h5&gt;Safari 4 Beta&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Você pode fazer o &lt;a href=&quot;http://www.apple.com/safari/download/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;download aqui&lt;/a&gt;, para mac ou windows. Ambas versões são idênticas, trazendo as mesmas novidades e benefícios, independentemente da plataforma escolhida. Mesmo assim, é possível notar uma sensível melhora de performance do browser em seu sistema nativo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/11705/installer-safari.jpg&quot; alt=&quot;Instalando safari&quot;&gt;&lt;span class=&quot;imgdesc&quot;&gt;Instalando safari&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Historicamente, o Safari sempre deu um &lt;a href=&quot;http://googlediscovery.com/2007/06/24/apple-safari-comeca-a-descobrir-a-internet-no-windows/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;&quot;show de travamentos&quot;&lt;/a&gt; no ambiente windows, porém, de uns tempos pra cá, o posicionamento da empresa mudou, sobretudo após a declaração aberta (e óbvia) de concorrência com os &quot;todo poderosos&quot; Internet Explorer (ainda em sua versão beta 8, que, num primeiro momento, causou uma discreta euforia por seu suporte às web standards, para depois se mostrar uma &lt;a href=&quot;http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/01/28/ie8-rc1-tem-pior-desempenho-de-javascript-afirma-teste/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;tartaruga travada&lt;/a&gt; ao rodar aplicações mais complexas em javascript) e Firefox (em sua versão 3, apesar de seu crescimento contínuo, o adjetivo &quot;todo poderoso&quot; é, sem dúvida, um exagero).&lt;/p&gt;

&lt;h5&gt;Novidades&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Em sua nova versão beta, o Safari traz uma série de inovações interessantíssimas. Tanto em design (melhorias e recursos gráficos diversos, trazendo beleza à navegação cotidiana, honrando a tradição da Apple em oferecer designs estonteantes) quanto em performance (navegação mais rápida, com novo e poderoso engine), esta versão realmente muda uma série de &quot;pequenos&quot; paradigmas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;a) Design&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
As abas de navegação (usadas, indiscriminadamente, por todas as empresas) agora ficam acima da barra de endereços, lembrando o design do Chrome. Aliás, não só neste item: o Safari, numa primeira análise visual, traz muito do &quot;jeitão do Chrome&quot;, com interface limpa e clean. Menos é mais aqui, também.

&lt;p&gt;O histórico também ganhou melhorias de design, com uma espécie de &lt;strong&gt;cover flow&lt;/strong&gt;, com thumbnails em 3d das páginas visitadas recentemente, oferecendo a visualização interativa do conteúdo das páginas, que podem ser trocadas com grande facilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/11705/history.jpg&quot; alt=&quot;Histórico&quot;&gt;&lt;span class=&quot;imgdesc&quot;&gt;Histórico&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, há o recurso &lt;strong&gt;top sites&lt;/strong&gt; que, contando com os mesmos recursos visuais citados acima, desenha um painel (que aumenta, conforme o número de sites mais visitados) que tenta mostrar ao usuário os sites preferidos, baseado na quantidade de vezes que determinadas páginas são visitadas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://conteudo.imasters.uol.com.br/11705/topsites.jpg&quot; alt=&quot;Top Sites&quot;&gt;&lt;span class=&quot;imgdesc&quot;&gt;Top Sites&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;b) Performance&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
Apesar de bater, em velocidade, os seus principais concorrentes (sendo 38% mais rápido que o Firefox e cinco vezes mais rápido que o Internet Explorer 8), ainda perde para o Google Chrome (7% mais rápido). O anúncio de &quot;browser mais rápido do mercado&quot; não é tão verdadeiro, porém seu novo motor (nitro) consegue uma melhoria significativa de performance quando comparado com outros engines.

&lt;p&gt;O avanço tecnológico que permite tais velocidades coloca, definitivamente, os concorrentes diretos na berlinda. É muito provável que as próximas versões dos browsers ofereçam melhor performance, trazendo um ganho para o mercado como um todo, independente de qual browser seja utilizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Safari, com sua base no motor webkit, conseguiu: pontuação 100 de 100 no &lt;a href=&quot;http://acid3.acidtests.org/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;acid test&lt;/a&gt;, o mais temido dos testes de compatibilidade com as web standards. Assim, mesmo em versão beta, assume a dianteira dos browsers do mercado, passando o campeão (até então) Opera (que soma 84 pontos), seguido por Firefox (71 pontos) e Internet Explorer (com míseros 21 pontos). Assim, a Apple investe firme na tendência da adequação aos padrões, oferecendo tal recurso como vantagem competitiva.&lt;/p&gt;

&lt;h5&gt;Conclusões&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Com o Safari 4 beta, a Apple abre um novo capítulo na guerra dos browsers. Ao forçar, positivamente, os parâmetros até então aceitáveis de velocidade, compatibilidade e performance, colabora para a melhoria contínua de todo o mercado, já que estabelece um novo patamar de qualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O lugar do Firefox continua garantido, graças a sua grande penetração no mercado e a sua apaixonada base de usuários e desenvolvedores, compartilhando com melhorias significativas, a cada nova versão. Porém, para se manter na dianteira de tal mercado, é preciso muita inovação, rapidez, dinamismo e qualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A instalação do Safari 4 beta vale a pena. Recomendo a todos os envolvidos (profissionalmente) com web, o download e o uso experimental, pois se trata de um browser com significativas chances de crescimento no mercado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um abraço!&lt;/p&gt;
</description>
            <author>bipereira@gmail.com (Fabiano Pereira)</author>
            <pubDate>Mon, 02 Mar 2009 11:00:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/11705</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Refletindo sobre Semântica</title>
            <link>http://imasters.uol.com.br/artigo/11554/webstandards/refletindo_sobre_semantica/</link>
            <description>
&lt;p&gt;Em meu &lt;a href=&quot;http://imasters.uol.com.br/artigo/11504/webstandards/resistencia_aos_padroes_web/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;último artigo&lt;/a&gt; sobre a resistência que desenvolvedores tem em adotar as &lt;strong&gt;Web Standards&lt;/strong&gt;, muitas pessoas se manifestaram no sentido de que trabalhar com editores &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/WYSIWYG&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;WYSIWYG&lt;/a&gt; como Fireworks ou Dreamweaver, na criação de páginas diagramadas com tabelas, seria mais produtivo, além de evitar incompatibilidade com navegadores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As alegações são de que o uso das Web Standards aumenta o tempo de desenvolvimento, a quantidade de testes e a correção de erros. Isso realmente pode acontecer, se o desenvolvedor não possuir experiência suficiente com XHTML e CSS, e consequentemente, criar Layouts inadequados para a estruturação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As maiores dificuldades que as pessoas têm para compreender a importância do desenvolvimento com as Web Standards é (1) imaginar que é apenas uma questão de substituir Tabelas por DIVs, e (2) não compreender a questão da Semântica.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;O que é Semântica?&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;A Semântica, enquanto estudo da palavra, tem preocupação com o significado dos objetos (me refiro aqui a &lt;em&gt;objeto&lt;/em&gt; como tudo que é perceptível aos sentidos).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A ideia de uma Web Semântica surgiu em 2001 a partir de um artigo publicado por &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Tim Berners-Lee&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Hendler&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;James Hendler&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ora_Lassila&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Ora Lassila&lt;/a&gt;, e tem como objetivo estender a Web atual, através da atribuição de significado ao conteúdo dos documentos, de forma que eles possam ser compreensíveis não só por seres humanos, mas também por máquinas. Isso possibilitaria que informações úteis em diferentes sistemas fossem integradas para facilitar a vida das pessoas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;blockquote&gt;Vamos imaginar que eu possuo uma agenda online, onde consta que tenho uma viagem marcada para Nova Yorque, assim como a data e o horário em que devo embarcar. Essas informações seriam muito claras para mim ou para qualquer outro ser humano, que poderia providenciar tudo que fosse necessário para a viagem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora vamos imaginar que essa agenda possui informações com significado não só para humanos, mas também para máquinas, de forma que esses dados pudessem ser integrados com outros sistemas pelo mundo, que também tivessem informações com significado para as máquinas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com isso, meu sistema, ao identificar o compromisso na agenda, poderia automaticamente buscar e reservar para mim uma passagem aérea para o dia e horário em que fosse necessário, assim como reservar um quarto no hotel mais próximo ao meu local de destino, e quem sabe até me recomendar passeios, livrarias e restaurantes, de acordo com meus gostos pessoais descritos no perfil de uma rede social qualquer.&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Parece até coisa de filmes de ficção científica!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para que algo assim fosse possível, para que os sistemas tivessem esse nível de automatização e funcionassem como na história acima, teríamos que pensar na evolução dos documentos, antes de pensar na evolução das tecnologias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Teríamos que criar documentos em que as informações tivessem significado não só para humanos, mas também para máquinas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso seria a Web Semântica.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Tirar o lixo e organizar a casa&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Alguém sabe a quantidade de informação que existe hoje na Web, ou quanta informação é possível de ser armazenada digitalmente?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;blockquote&gt;Um CD comum armazena cerca de 650 Megabytes de informação, e isso equivale a 340.000 páginas com 2000 caracteres cada. Se essas páginas fossem impressas em papel de 20 gramas em frente e verso, a pilha de papel necessária para equivaler à capacidade informativa de um CD pesaria 770 quilos. (Informação retirada do livro &quot;Do papel até a Web&quot;, de Tony McKinley)&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que agora deu pra ter uma ideia!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Web tem mais informações do que todas as bibliotecas do mundo juntas. Infelizmente a maioria dessas informações não tem significado nem sentido algum.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma Linguagem de Marcação como o HTML é feita de etiquetas (tags) que servem para dar significado às partes de um documento. Sendo assim, com as etiquetas &lt;strong&gt;&amp;lt;h1&amp;gt;&amp;lt;/h1&amp;gt;&lt;/strong&gt; informamos que determinado trecho de texto é um título, com as etiquetas &lt;strong&gt;&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/strong&gt; indicamos que determinado trecho de texto é um parágrafo, ou então com as etiquetas &lt;strong&gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;/strong&gt; informamos que determinado bloco de texto é uma citação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sabendo disso, poderíamos acreditar que trabalhando com HTML teríamos naturalmente documentos com definições claras sobre o que é cada informação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Porém, desde o início a Web foi sendo explorada como uma extensão da mídia impressa, com uma preocupação unicamente visual, sem levar em consideração a estrutura dos documentos e seu significado. Como os recursos do HTML eram limitados para diagramação, além de possuir algumas marcações próprias para formatação, os documentos começaram a ser adaptados de forma equivocada, e recursos como tabelas (que existem para definir dados tabulares) começaram a ser usados para diagramar páginas de sites como se fossem páginas de revistas. O uso correto das marcações era ignorado: etiquetas de parágrafo eram usadas para comportar títulos ou listas, por exemplo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa forma de criar os documentos faz com que a informação fique clara para o seres humanos, porém sem sentido algum para máquinas ou sistemas que possam vir a (tentar) interpretar os documentos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Trabalhar com Web Standards significa criar documentos onde serão usadas apenas as marcações necessárias para identificar as informações, sem que sejam inseridas marcações com finalidades visuais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O uso de tabelas para diagramar as páginas gera um código sem significado, muitas vezes incompreensível, e várias vezes maior que o necessário, enchendo os servidores pelo mundo de Terabytes inúteis, além de fazer com que boa parte das informações úteis não seja compreendida pelas máquinas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Devemos usar apenas marcações que forneçam significado à cada parte do documento, e toda apresentação visual deve estar em um documento separado (CSS).&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Acessibilidade: máquinas informando seres humanos&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Quem cria páginas para Web utilizando editores WYSIWYG e tabelas pode alegar que disponibiliza informações claras ao menos aos seres humanos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas será que realmente todos os seres humanos têm acesso as informações publicadas na Web?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Algumas pessoas necessitam do suporte de tecnologias assistivas para compreender as informações da Web, seja por deficiências visuais ou motoras, necessitando do auxílio de Leitores de Tela, Teclados Alternativos, Ampliadores de Tela, Ponteiras de cabeça e Linhas Braille. Existem pessoas que dependem de máquinas para acessar as informações disponíveis na Web.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para que um programa Leitor de Tela com síntese de voz, usado por uma pessoas cega, possa compreender as informações de um documento e convertê-las em áudio, é necessário que todos os dados possuam marcações com significados corretos, para que o programa compreenda quais são os títulos, as listas, os parágrafos e os dados tabulares, assim como ter alternativas textuais para descrever imagens e animações.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Também é importante que os documentos tenham uma sequência lógica, da mesma forma que os capítulos de um livro. Quando usa-se tabelas para diagramar um Layout, a única preocupação é com a organização visual, deixando o código com uma sequência incompreensível para máquinas, como se misturássemos os capítulos do livro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para que todas pessoas possam ter acesso as informações, devemos criar documentos com uma sequência coerente, com alternativas textuais para imagens e animações, atalhos de teclado para links e campos de formulários, indicações de conteúdos em outros idiomas, e tudo que possibilite às tecnologias assistivas de compreender o documento.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Trabalhando pela evolução dos Sistemas de Informação&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Boa parte das justificativas dos profissionais que não trabalham com os Padrões está no fato de que navegadores antigos como o IE6 (que possui a maior fatia dos usuários) não possuem suporte adequado aos Padrões. Porém existem formas de driblar isso, que podemos encontrar com uma simples busca na Web: para PNGs transparentes, assim como para a falta de interpretação de algumas propriedades de CSS, como pseudo-elementos, podemos utilizar scripts como o &lt;a href=&quot;http://code.google.com/p/ie7-js&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;IE7.js&lt;/a&gt;. Para diferenças de renderização entre navegadores temos técnicas de &lt;a href=&quot;http://imasters.uol.com.br/artigo/8505/css/conheca_e_use_o_css_reset/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;CSS Reset&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Qualquer Layout complexo é possível de ser feito com CSS, basta ter conhecimento e as armas certas engatilhadas. O fato de os navegadores antigos não fornecerem suporte adequado não pode ser pretexto para pararmos de estudar, nem pregarmos o retrocesso do Desenvolvimento para a Web. Dessa forma não estaremos contribuindo para que evolução alguma aconteça (você acha que o IE8 passou no teste &lt;a href=&quot;http://revolucao.etc.br/archives/ie8-passa-no-teste-do-acid2/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;ACID 2&lt;/a&gt; porque a Microsoft decidiu ser legal, ou pela pressão do mercado e dos desenvolvedores?).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra fácil justificativa é jogar a culpa nos clientes, que não flexibilizam prazos e nem recompensam financeiramente o uso das Web Standards. Mas será que todos os clientes têm receio de investir em projetos acessíveis por terem preocupações unicamente visuais, ou porque não são esclarecidos das reais vantagens?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estudar, argumentar e convencer os clientes está ao alcance de todos. As &lt;a href=&quot;http://www.agni.art.br/palestras/web-standards-no-campus-party/&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;vantagens&lt;/a&gt; que podemos obter com o uso das Web Standards estão documentadas em diversos sites: arquivos menores e sites mais leves, menor consumo de banda, maior indexação pelos mecanismos de busca, maiores facilidades de manutenção e redesign, além de maior Acessibilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro que para isso realmente acontecer, devemos compreender que trabalhar com Web Standards não é apenas uma questão de substituir tabelas por DIVs (Tableless).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Maior produtividade virá com a experiência, e com a compreensão de que os documentos não podem ser verdadeiras &quot;sopas de tags&quot;. Se criarmos páginas com uma grande quantidade de marcações sem significado, mesmo que não usemos tabelas e editores WYSIWYG, não vamos obter essas vantagens.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É necessário criarmos documentos com significados não só para humanos, mas também para máquinas. Os sites são armazenados em máquinas, Leitores de Tela e outras Tecnologias Assistivas são máquinas, e também os mecanismos de busca são máquinas!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As possibilidades de existência de uma Web Semântica, com integração de dados entre diversos sistemas informacionais, que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, só serão possíveis com documentos semânticos, e claro que isso não se resume a desenvolver um HTML com devido significado. Porém, outros assuntos relacionados como &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/RDF&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;RDF&lt;/a&gt; ou &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Microformatos&quot; class=&quot;ext&quot;&gt;Microformatos&lt;/a&gt;, são temas para outro artigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para que haja evolução das máquinas e dos sistemas é preciso que haja primeiro uma evolução dos profissionais que fazem a Web.&lt;/p&gt;

</description>
            <author>eduardo@agni.art.br (Eduardo Santos)</author>
            <pubDate>Tue, 17 Feb 2009 11:15:00 +0100</pubDate>
            <guid>http://imasters.uol.com.br/artigo/11554</guid>
        </item>
    </channel>
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