No início, fabricantes de browsers, W3C e desenvolvedores começaram quase que ao mesmo tempo.
Neste começo não brotaram desenvolvedores web do chão. Essa profissão não existia. Os primeiros que trabalharam nessa área, migraram de profissões parecidas: quem era programador desktop naquele tempo, começou a programar para web. Quem era designer de impresso, começou a fazer design para web. Os programadores estavam se acostumando com a maneira nova de criar sistemas e sites. E designers estavam se habiatuando às diferenças que existiam no design para web e impresso. Haviam muitas coisas para se acostumar, começando pelos erros de compatibilidade.
O W3C foi criado para regulamentar e criar padrões para a publicação de conteúdo na web. Quando ele começou, não haviam documentos completos, com listas e regulamentos explicando cada um dos padrões. Esses documentos eram rascunhos, muitas vezes incompletos e com apenas uma descrição do que seria aquele padrão.
Com a falta de documentação completa e detalhada, os browsers aproveitavam para criar códigos proprietários, dificultando o desenvolvimento.
O Netscape (antigo Mosaic), era o browser com a maior base de usuários. Para ser sincero, não haviam muitos browsers concorrentes naquela época. A Microsoft aproveitou o poder que ganhara com a distribuição do Windows com a IBM, e criou o Internet Explorer para concorrer com o Netscape. Foi aí que a Guerra dos Browsers começou.
A guerra por usuários somada com a falta de padrões resultou em códigos proprietários. Conquiste os desenvolvedores e conquistará a web.
Todo esse tumulto no começo da web fez com que o desenvolvimento de sites se tornasse mais complicado, confuso. Em conseqüência, a mão de obra se tornava mais cara e o custo de desenvolvimento também. Era caro comprar um site e era mais caro ainda manter esse site.
Era preciso fazer duas versões: uma para Internet Explorer e outra para Netscape. Qualquer atualização ou alteração de layout, era necessário modificar as duas versões. Isso significava trabalho em dobro, e o custo aumentava.Um grupo de desenvolvedores, na maioria designers, formaram um movimento chamado Web Standards Project - WaSP. Um grupo cuja missão seria divulgar os Padrões Web como guias para o desenvolvimento web. O projeto era encabeçado por profissionais como Jeffrey Zeldman, inconformados com o caminho que o desenvolvimento web estava caminhando. E eles tinham toda a razão.
A primeira grande coisa que fizeram foi convencer a Netscape a doar para a comunidade o engine do browser. Um grande feito que, se não fosse alcançado, hoje não teríamos a fundação Mozilla, com seu browser Firefox.
A segunda missão foi fazer com que os fabricantes de browsers seguissem as idéias e recomendações do W3C.
O diferencial, naquele tempo, era apenas o número de usuários. Não haviam add-ons, interface interligada com serviços sociais, leitores de feeds, nem nada do gênero. Seguir o W3C era dizer adeus ao código proprietário e abrir oportunidades para os desenvolvedores a criarem sites para o browser concorrente.Outro objetivo do grupo era fazer com que os desenvolvedores também adotassem os Padrões do W3C. E esse objetivo está sendo cumprido até hoje.
A resitência de hoje, não é nada com a resistência encontrada há 5 anos atrás. Os desenvolvedores estão mais aberto às novas propostas e os novos profissionais já começam aprendendo da maneira correta.Hoje as coisas estão bem mais fáceis. Browsers e desenvolvedores lutam em favor dos padrões. W3C e entusiastas estudam novos padrões e pedem sugestão dos profissionais.
Com o amadurecimento das partes, o conhecimento se renova e desenvolver para web fica mais divertido.Visitem o site Tableless.com.br

O que seria de nós desenvolvedores sem os Padrões! Já imaginou hj se tivéssemos que criar mais de uma versão do site para os navegadores hj existentes!
[]'s
Adriano Rosa

Sim e ai? Qual a moral da história? Não entendi o objetivo da matéria...
Responder comentário
Não acrescentou em nada do que já há na web sobre o assunto.
Responder comentário
Eu acho que todo conteúdo é válido.
Já pensou se na internet só existisse uma página de cada assunto? sem opiniões diferentes? e abrangência diferente?
Muito bom o conteúdo. Simples e direto.
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Diego Eis é sócio e diretor de treinamentos da Visie Padrões Web, desenvolvedor web, palestrante, microblogueiro, fotógrafo amador e pintor de gibi nas horas vagas. Mantém o site http://www.tableless.com.br
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