
O estudo ouviu mais de 18.000 cidadãos americanos, de faixa etária entre 18 e 69 anos, numa pesquisa que durou entre julho de 2007 e fevereiro deste ano.
Entre as descobertas do estudo, está o fato de que ocorrem, em média, 3,5 bilhão de conversas "boca-a-boca" nos Estados Unidos, diariamente. Destas conversas, o offline é responsável por 92% (sendo 75% em conversas "ao vivo" e 17% por telefone), enquanto recursos online como e-mail, comunicadores instantâneos, SMS, blogs e chats são responsáveis pelo restante.
As conversas offline são predominantes em todas as faixas etárias, variando de 80% entre os jovens até 97% entre os mais velhos. No entanto, os teenagers participam em maior número do boca-a-boca online do que membros das outras faixas etárias.
Consumidores abaixo dos 18 anos estão também mais propensos a fornecer indicações em conversas online. Embora apenas 13% dos usuários que fazem indicações online estejam na faixa etária entre 13 e 17 anos, 35% de todas as indicações online saem deste perfil de idade.
As conversas feitas pessoalmente ou por telefone são percebidas como mais confiáveis do que as online, de acordo com 59% dos entrevistados.
Uma possível explicação para a aparente pouca credibilidade das conversas online é que estas ocorrem entre pessoas que geralmente não se conhecem muito bem. Mas o estudo sugere que esta falta de credibilidade existe até mesmo entre conversas entre pessoas que têm relacionamento ou que se conhecem pessoalmente.
Indicacões feitas por cônjuges, parentes ou amigos são consideradas mais confiáveis quanto feitas offline do que por via online. Para o executivo Brad Fay, responsável pela pesquisa, "aparentemente, o valor do contato pessoal, o tom de voz e até mesmo a comunicação não-verbal trazem um impulso de credibilidade extra e estimulam uma ação posterior".
Outra descoberta importante é que, para os entrevistados, a comunicação offline traz mais conteúdo positivo do que as feitas via online (65%), e é propensa a oferecer menos conteúdo negativo ou fora de contexto (23%).
É inegável que o boca-a-boca digital ainda esteja longe de oferecer os mesmos níveis de confiabilidade do que as conversas "reais", mas a evolução da tecnologia e a maior propensão das gerações mais novas podem levar mais credibilidade ao ambiente em breve.
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Maristela Alves é articulista do portal JumpExec, mantido pela JumpEducation, líder em cursos de mídia digital e parceira do iMasters.
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