Segunda-feira, 07 de julho de 2008 às 17h00

Mainframe: Expectativas do mercado

Para muitas das grandes corporações, especialmente as dos setores financeiro, de telecomunicações e energia, além de órgãos do governo, o mainframe continua sendo o porto principal dos dados e das aplicações responsáveis pelas operações diárias. Essa realidade não vai mudar nas próximas décadas e o fato já parece ter sido assimilado pelo mercado de TI, basta analisar o crescimento registrado nas vendas de mainframe no último ano, com sinais de que a curva tende a se manter ascendente.

No entanto, o uso dessas informações além das fronteiras do mainframe sempre foi tido como um processo arriscado e que exigia muitos recursos. Hoje, porém, é possível trazer as aplicações residentes no mainframe para o século 21 com facilidade e praticidade, aproveitando os investimentos já feitos. Afinal, não importa qual tipo de sistema legado sua empresa esteja usando ou o nível de complexidade das suas necessidades corporativas. O que se busca é uma base segura, confiável e escalável para a modernização das aplicações no mainframe.

Ampliar a funcionalidade do legado para clientes, fornecedores e parceiros é uma necessidade vital para as companhias, assim como oferecer integração em tempo real da funcionalidade do legado com aplicações corporativas, como CRM, ERP e SCM, e melhorar a produtividade com fluxo de trabalho aprimorado e melhores interfaces de usuário.

Permitir que o legado participe do desenvolvimento de aplicações compostas e SOA (arquitetura orientada a serviço) é outro ponto fundamental. Há mais de duas décadas as empresas engajam-se em projetos para a integração de suas diferentes aplicações armazenadas no legado, mas mesmo assim continuam criando novas aplicações que atendem apenas a problemas específicos da empresa.

Alguns desses projetos bem sucedidos resultaram em soluções pontuais que, embora agregassem valor ao negócio, não atenderam plenamente aos objetivos. Outros não foram bem sucedidos porque não conseguiram integrar tecnologias incompatíveis de forma flexível o suficiente para atender às necessidades reais da empresa. Já na arquitetura orientada a serviço, a funcionalidade da aplicação é definida como um conjunto de serviços que pode ser publicado na rede e acessado por qualquer sistema autorizado.

Quando as aplicações do legado conseguem operar entre si em um ambiente SOA, podem ser combinadas e atuar como alicerces para a composição de novas aplicações. Uma estratégia SOA precisa englobar capacitação para serviço das aplicações atualmente em produção, e não considerar apenas o desenvolvimento de novas aplicações.

E não nos esqueçamos dos programas de emulação, que atualmente possibilitam diversos recursos como integração com base de dados, execução de scripts de validação e navegações pré-definidas em telas com captura de dados e preenchimento automático. Assim os clientes podem proteger a transferência de dados, aumentar a produtividade do usuário e fazer conexões confiáveis a partir de qualquer desktop para qualquer sistema legado.

Outro ponto é a tecnologia Web-to-Host (W2H), por meio de projetos de rejuvenescimento. Esses projetos funcionam da seguinte maneira: o acesso ao mainframe se dá através de produtos que convertem as telas em formato web com aplicação de estilos, possibilitando que a emulação seja efetuada por meio de site ou portal web de forma totalmente transparente e segura, com aparência mais amigável para o usuário.

Em resumo, a solução de integração de sua empresa, para ser eficiente de fato, precisa contemplar um enfoque avançado a serviços capaz de ajudar o departamento de TI a ampliar a lógica e os dados do legado para reutilização em soluções web, de CRM, portais, para ambientes móveis, de centrais de atendimento e de auto-atendimento via web. Assim, é possível aproveitar o conhecimento em desenvolvimento, ferramentas de TI já conhecidas e os investimentos já comprovados nos mainframes.

Nenhum comentário até agora

Cancelar resposta

Qual a sua opinião?

Faça login abaixo ou cadastre-se rapidamente.


Sobre o Autor
Paulo Lima é Consulting Manager do Canal de Integração da Attachmate Brasil.
Outros artigos do mesmo autor:

2001 - iMasters FFPA Informática Ltda - Todos os direitos reservados.