Segunda-feira, 05 de maio de 2008 às 12h20

E-mails transacionais - Faça o e-mail trabalhar para você

Sabe aquele e-mail que muitas vezes recebemos algum tempo após comprarmos um produto pela internet e que traz uma oferta especial condizente com nosso próximo interesse de compra? Já reparou que esta mensagem mostra exatamente aquilo que procuramos? Pois trata-se de um conceito já aplicado por algumas empresas no Brasil e que ainda pode ser muito melhor aproveitado para o aumento da probabilidade em vendas: o email transacional.

Suponha que você realize uma campanha de email marketing para divulgar alguns produtos, por exemplo, uma TV de plasma, e que esta campanha tenha atingido 30% de conversão em vendas, resultado direto da sua ação digital. E então? O que você oferece em uma próxima ação para quem comprou seu produto? Pode optar por continuar enviando ofertas de TV de plasma (que provavelmente resultarão em nada) ou programar o envio automático de novos produtos de seu core business, complementares à aquisição anterior. Que tal um email marketing pronto e com envio instantâneo, para uma oferta de home theather? Ou de uma poltrona confortável para esse cliente assistir à sua nova TV? Isso é email transacional. É a sobremesa do seu email marketing. Nada funciona melhor que isso.

Quando se pensa em email transacional, as ações não precisam ser, necessariamente, reservadas aos portais de e-commerce. Você pode utilizá-las para uma comunicação com objetivo de venda, para fazer informativos ou uma simples interação com o cliente. O email transacional traz comodidade ao consumidor, além de turbinar o potencial de vendas.

Se você cuida de seu banco de dados e integra o histórico de seus clientes em um único sistema, com dados sobre suas ações presenciais ou online, você pode aproveitar as vantagens dos emails transacionais. Basta que desenvolva como política em seu departamento de marketing a criação de estratégias apoiadas no comportamento dos seus clientes.

Porém, as informações sobre os clientes não podem, simplesmente, ir para uma base de dados segmentada com outros interessados que fazem parte de um grupo maior. É possível promover muito mais interação se o email trabalhar para você, entregando mensagens automáticas de interesse específico. As mensagens irão ao encontro do momento de seu cliente, alimentado-o com informações pertinentes para aquele período.

Não é simplesmente gerenciar a conseqüência de sua ação e preparar novas campanhas para envios periódicos. Trata-se da automatização das ações. Porque não é mais possível contabilizar os acessos de forma manual e enviar mensagens personalizadas sem o auxílio da tecnologia, que está aí para ser aproveitada. Imagine se fosse necessário enviar um email a cada clique ou mesmo filtrar esses dados e, num segundo momento (e somente nesse segundo momento), programar o envio de uma campanha. Pode-se perder a visibilidade e uma possível venda, pois o consumidor viu seu produto e houve o interesse, mas como o deadline do cliente foi fechado, ele procurou um concorrente e você perdeu uma oportunidade. A idéia aqui é programar o envio automático, no momento em que se acessaram informações de interesse ou se efetivou uma determinada compra. Uma ação contínua.

Os emails transacionais são muito eficazes para atingir três objetivos essenciais que se completam: maximizar a retenção de clientes, reforçar a marca e/ou alavancar as vendas. Porém, embora o bom desempenho dessa estratégia seja reconhecido internacionalmente, a maioria das empresas no Brasil ainda não utiliza o email transacional ou o faz de forma inadequada.

Ficar de fora desta tendência é uma grande bobagem. Os emails transacionais têm uma elevada taxa de abertura, pois são mensagens que contêm informações valiosas, desejadas e até esperadas. Já sabemos que o objetivo principal sempre é agradar o cliente, tratá-lo com exclusividade, dar-lhe atenção e não irritá-lo com ofertas insignificantes, algo que prejudica o relacionamento com ele.

Desta forma, por que não inovar e usar esse formato recente de comunicação? Você pode oferecer um produto até mesmo na mensagem de confirmação de uma compra (sutilmente, é claro). Mas tome sempre o cuidado de tornar a oferta mais que atrativa: ela precisa estar totalmente alinhada aos interesses individuais de cada cliente para ser de fato relevante.

Com os emails transacionais, as ações podem ser imediatas e customizadas de acordo com o panorama atual de seu cliente. Se bem elaboradas, as mensagens não parecerão automáticas. O conteúdo pode ser personalizado a ponto de passar a impressão de que existe uma pessoa do outro lado somente para atender a cada consumidor de forma exclusiva.

E como fazer uma mensagem automática ter conteúdo personalizado e adequado?

Em primeiro lugar, preocupe-se com a integração. Aqui, volto aos registros dos históricos de seu público-alvo. É essencial que a plataforma utilizada para envio e gestão de emails esteja integrada aos processos e origens de dados de seus negócios. Assim será possível configurar mensagens para que sejam automaticamente enviadas e com o conteúdo customizado, de acordo com as preferências e o comportamento do seu cliente.

O cruzamento de dados permitirá uma abordagem eficaz, baseada em um histórico completo do relacionamento do cliente com a sua empresa, independentemente do canal de contato que ele tenha usado anteriormente. E, se você gerencia um e-commerce, não esqueça que é importante integrar as informações do seu estoque para saber se há disponibilidade do produto que será oferecido. Nesta etapa, evita-se empolgar o cliente, para não correr o risco de frustrá-lo.

A configuração das mensagens precisa ser feita com criatividade e leveza. É muito interessante pesquisar se há algum produto em oferta ou promoção para oferecer. Algo para completar a compra que seu cliente acabou de fazer. Sugestões como: "pessoas que compraram esse produto também compraram..." ou em caso de uma newsletter: "pessoas que leram essa matéria também leram o artigo sobre..." também costumam ser bem vindas. As possibilidades são ilimitadas.

E então? Ficaremos no prato principal ou vamos sugerir, como de praxe, a sobremesa?

4 comentários

 Alex Albuquerque
08/05/2008 11h32

Interessante e bastante motivador.

Olá, Veruska! Muito interessantes o seu artigo sobre e-mails transacionais. Com os recém "comemorados" (?!?) 30 anos do primeiro spam, é mais que oportuna essa discussão sobre o email marketing.

Já faz um tempo que venho martelando na mesma tecla de melhor utilização da ferramenta de e-mail junto aos nossos clientes. Alguns ainda acreditam que basta anexar um monte de bugingangas ao e-mail que tudo vai acontecer por mágica. Sem contar inúmeros outros que saem mandando e-mail para tudo que é lugar, sem critério. Quando digo critério, refiro-me tanto ao mailling, à tecnologia e, principalmente, ao conteúdo.

Vemos muita coisa sendo feita por aí. Algumas ações são realmente dignas de aplausos. Porém, como você mesmo disse, o limite entre uma peça que realmente atue em conformidade com as expectativas do consumidor e outra que irrite o mesmo consumidor, esse limite é muito curto.

Por exemplo, se eu recebo uma ação do Submarino onde eu sei que tenho meu cadastro lá indicando que desejo receber promoções por e-mail, eu fico feliz e leio tudo. Agora, se recebo propaganda de um local onde eu nunca estive, jamais ouvi falar e eles ainda demonstram na peça excessivo conhecimento sobre meus hábitos de consumo, provavelmente, o mínimo que eu farei é exigir imediatamente meu descadastramento. Além de não ter optado pelo recebimento (opt-in) o emissor ainda tem acesso a dados do meu perfil de consumo, provavelmente fornecidos por terceiros.

Eu acredito que os e-mails transacionais são uma excelente ferramenta de comunicação. Mas vejo que o uso consciente das informações disponíveis do cliente deve passar pelas guidelines tradicionais, como respeitar o opt-in, respeitar o limite de envios para não abarrotar a caixa do cliente, etc.

Demonstrar conhecimento dos hábitos e usar uma compra para alavancar outra é fantástico. Desde que realizado por um remetente no qual eu confie.

 Veruska Reina
08/05/2008 19h23

Olá Alex! Concordo plenamente.
O email marketing permite relevância, pertinência e permissão. São incríveis os resultados que se pode obter quando as boas práticas são utilizadas e a ética na comunicação é aplicada.
Agradeço o comentário!

 Margaret Puntel
04/06/2008 12h32

Informações

Olá Valéria,
Sou consultora de empresas na área de RH. Ministro um treinamento e gostaria de fazer um emailmarketing. O público é de RH e tenho o mailing deste público.
Minha dúvida é:por onde começo? Como produzir o texto para envio? O quanto isto custa em média?
Agradeço sua atenção,
Margaret
margaretpuntel@uol.com.br

 Veruska Reina
08/06/2008 19h34

Margaret,

Vc encontra boas dicas nos artigos: "Como montar uma newsletter relevante" http://imasters.uol.com.br/artigo/8731/publicidade/como_elaborar_uma_newsletter_relevante/
e "Como organizar uma campanha de email marketing"
http://imasters.uol.com.br/artigo/6377/email_marketing/como_organizar_uma_campanha_de_e-mail_marketing/

Mas o ideal seria você contratar uma plataforma de envio e gestão de email marketing de confiança e os serviços de especialistas para te auxiliar. Posso indicar:
www.virtualtarget.com.br
www.virid.com.br

Aenciosamente,
Veruska

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