O ciberespaço é a ampliação e o acompanhamento das transformações globais e prolongação das capacidades cognitivas individuais e coletivas (Lévy, 1999:172).
Quanto tempo demora-se em média para que um usuário leigo acesse a informação que é desejada ou necessária? Qual o raciocínio lógico de navegação para acessar uma informação na web? Quais os critérios de busca visual o usuário usa? Poderíamos mapear isto? Qual a correlação entra arquitetura web e cyber espaço?
O que poderíamos aproveitar para análise do humano-computador partindo do ponto em que, com a existência e gosto pelo cyber espaço, e assim tendo cada um sua particularidade de interesse, navegação e necessidade, permitem uma maior expansão da informação sem maiores filtragens e interesses particularidades? Seria uma arquitetura sugerível ou indutória? Caberia este um planejamento estratégico.
Estas são perguntas feitas por pesquisadores e desenvolvedores de web site principalmente com função comercial e que eu, em meu mestrado, estou defendendo. A necessidade que tem a equipe de arquitetos de colocar o seu foco nos usuários reais das interfaces e no conhecimento de seu perfil ergonômico, de seus modelos de interação e de suas tarefas hoje é fundamental.
A Interação Humano-Computador - HCI começou-se a se desenvolver a partir da inclusão web na sociedade da informação (população incluídas e beneficiadas de suas tecnologias: como a educação a distância, o comércio on-line etc). O número de usuário aumentou tornando assim a questão “Humano-Computador (HCI)” objeto de pesquisas no mundo acadêmico carecendo de dados empíricos pelo fato de ser uma tarefa nova. A falta de dados empíricos impossibilita na conclusão de hipóteses. O estudo de IHC melhora este returno de dados e foca bem que o quer e precisa no seu cyber espaço. Ele assim o acaba criando por si.
A multiplicidade do pensamento demanda formas diferentes de representação, exige principalmente integração e interação A diversidade de cultura e questões íntimas de usuários fundamenta o conhecimento do mesmo para um bom planejamento. Como primeira atitude e a mais importante num planejamento e até mesmo pré-projeto focada no usuário, o arquiteto e analista têm de ouvir seu usuário (teste de usabilidade), isto é o “Design Centrado no Usuário”. O efetivo desenho de interfaces com o usuário significa mais do que seguir uma lista de regras. Requer, por parte da equipe desenvolvedora, uma atitude centrada no usuário.
Questões Persuasórias para o arquiteto:
. O designer e arquiteto geral do site: é o líder da equipe. Essa pessoa deve ter a grande visão sobre o site;
. O programador: dá vida ao plano do arquiteto;
. O designer gráfico: considerando-se a logomarca corporativa ou os elementos visuais da interface, o design gráfico estará sempre no centro da cena.
. O usuário: elemento principal, sem o foco nele o web site será somente uma alienação de idéias alheias a respeito do negócio da empresa oura outro objetivo qualquer de um web site.
Hoje se entende como cyber espaço como a extensão da consciência do usuário num dado momento e sendo assim trabalhar com esta consciência objetivando o resultado esperado (retorno do projeto) seria ambientalizar o usuário no seu mundo, seu cyber espaço. O cyber espaço é a nosso laboratório para estudo e IHC-interação homem computador onde os atores são os produtores e usuários. Os produtores que mencionados acima têm de se interagir com o mundo digital a ser criado para o outro ator do cenário de estudo: usuários-humanos.
São eles que decidem em última instância, deliberadamente ou na semi-inconsciência dos efeitos coletivos (resultado da disseminação da informação). Quando se planeja um web site, devemos focar primeiramente no usuário direto, ou seja, o público alvo. Sendo o público alvo um ser humano, logo temos de pré-pensar como tal bem como as suas reações ao navegar na web na busca de informação, seja visual ou textual: isto envolve estudo de cyber espaço com foco nas “questões IHC”, análise do perfil do público alvo, psicologia da navegação do público alvo, publicidade interativa, marketing on line, tudo visando uma só questão: Para que o usuário vai entrar no mundo digital que está sendo desenvolvido? E qual o retorno que ele necessita ou quer na vivência no mundo digital criado para ele?
Para que cheguemos o mais próximo de uma conclusão sobre a psicologia de navegação (raciocínio, mapa mental, e linhas e/ou raciocínio de percurso), o arquiteto e analista web tem que aprender a receber e nutrir as necessidades do ser humano que acessa a web e não um simples usuário de sistema. As chances de se desenvolver um sistema que chegue o mais perto deste usuário, partindo do princípio do usuário (curiosidade, necessidade e perfil psicológico global) e não aos websites que já existem e podem ser sugeridos pelo mesmo.
A participação do solicitante é essencial, porém não definitiva para a conclusão do trabalho. Ao enxergamos estas tais necessidade citadas acima, nossas argumentações ao solicitante serão mais persuasivas gerando maior sucesso no trabalho, ou seja, um website somente será bem-sucedido se ele der suporte adequado às intenções, ao comportamento e aos objetivos do seu usuário real. Esta é a idéia do design centrado no usuário, e para isto temos de entender o IHC do usuário REAL.
Gosto muito desta conclusão de Lévy, 1999: “prática de comunicação interativa, recíproca, comunitária e intercomunitária... como horizonte de mundo virtual vivo, heterogêneo e intotalizável no qual o ser humano pode participar e contribuir”. E esta eu acho bem conclusiva quanto a relevância de se fazer um Planejamento Web: “.
A relevância do estudo de IHC para ambientalização no cyberespaço é para que ele seja projetado para o usuário. Sendo isto, a atenção do mesmo fixa no produto, conseqüentemente nos dando o retorno desejado.
Estudar o IHC para planejamento web é essencial, isto leva tempo para conclusão de hipóteses. Trabalhar com hipóteses (probabilidades na navegação, assimilação da informação) gera menos erro e mais retorno ao um website. Estudo de cenários: este é o ponto chave para definir e trabalhar em cima de hipóteses para um retorno do web site. Estudo de caso com os cenários (hipóteses de captura e assimilação + navegação) parte do princípio do IHC.
O estudo de IHC possibilita estruturar uma linguagem única da informação e argumentação num web site próprio para o usuário: boletins eletrônicos (newsletters), web marketing, chamadas para e-comerce, linguagem persuasivas nos desenhos (identificação com a arte). Identificar-se com o ambiente e se sentir bem dentro dele na busca da informação é objetivo hoje da questão humano computador. Exceto as chamadas de banners que pré-supõe o ambiente a ser visitado.
Katiana gondrada
Mais uma vez venho parabenizá-la pelo artigo desenvolvido.
Gostei da abordagem sobre analfabetismo visual, um de nossos problemas hoje, para nós comunidadores e que nem sempre lembrado. Parabéns!
Estacio Corrêa da Costa Barros
Como usuário desenvolvedor e analista de suporte, tive que aprender por necessidade a importância da usabilidade em um ambiente web. Gostaria de saber mais sobre o assunto e onde eu poderia me especializar nisso. obrigado e continue com excelentes matérias como esta.
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