Olá pessoal. Vamos dar continuidade sobre o assunto Gestão de Pessoas, voltado à área da Administração, mas que abrange toda a organização, inclusive você que atua na área de TI.
No artigo anterior (Gestão de Pessoas - Parte 01), relatei alguns conceitos que envolvem o modelo de Gestão de Pessoas, dentre eles, discutimos um pouco sobre o novo perfil do colaborador, gestão convencional e o papel do RH: que deveria deixar de ser um mero Departamento de Folha de Pagamento e atuar intensivamente na evolução do modelo de gestão.
Dias atrás, li um artigo muito interessante de George Shults (Dr. em Economia), onde relatava que: “O maior investimento da economia – por ser de melhor retorno – é o investimento em gente”.
Sem dúvida. O RH (departamento que representa a empresa) deveria enxergar seus colaboradores como verdadeiros sócios e/ou parceiros, uma vez que estes agregam conhecimentos, experiências, técnicas, contribuem e promovem a criatividade, participam intensivamente e conhecem muito bem os processos, e que, como vimos, movem a regra do negócio a fim de atingir os objetivos organizacionais.
Analise e pense comigo: que além dos negócios, uma organização é constituída por pessoas desde a base, até o topo da pirâmide, denominada camadas hierárquicas, então:
“Uma empresa é constituída por seres humanos e, dificilmente, essa ordem será invertida”.
Agora, cabem as organizações ou, em particular, ao RH reter estes “investimentos” (colaboradores). Para isto, considero, a priori, alguns fatores:
01. Quebra de velhos paradigmas: um dos passos importantes para entender e incorporar o conceito de Gestão de Pessoas;
02. “Da boca pra fora”: penso que muitas empresas propagam seu papel como “atuante de gestão de pessoas”, mas que efetivamente “não exercem a gestão de pessoas”.
Gestão de Pessoas é um assunto tão atual na área de Administração, mas que ainda é um discurso para muitas organizações, ou pelo menos não se tornou em ação.
Jason relata algumas palavras muito interessantes em um de seus artigos: “vejo que o discurso é moderno, mas a mentalidade ainda não brilha como o diamante diz ser. A visão ainda encontra-se turva através de percepções simplistas e departamentalizadas, o que embaça a compreensão do real valor estratégico que o negócio exige e que a cultura aspira”.
Há uma diferença entre discurso corporativo e a prática corporativa - algo muito exótico e não praticado, porém de suma importância.
01. Espiritualidade Corporativa ou Organizacional: “é desenvolver nos colaboradores a autoconsciência e um humanismo responsável fazendo com que toda a organização engaje em estratégias inovadoras, competitividade e produtividade, numa relação de parceria e efeitos que possam causar impactos além de seus rumos”.
02. Planejamento estratégico. Considero este item um dos principais, pois um plano de gestão, e em particular o de Gestão em Pessoas, deve ser milimetricamente planejado, analisado e tecnicamente traçado, e em muitos casos há a necessidade de reformulação de processos ou às vezes ocorre uma transformação cultural dentro da organização. É o mapa ou modelo de elaboração e implantação de gestão.
Para atingir um resultado positivo no planejamento, é importante buscar parcerias, ou seja, induzir a participação dos colaboradores (nossos sócios) nas etapas do processo. A idéia é justamente buscar uma relação junto às pessoas e, fazer com que estas participem a fim de acrescentar (e muito) com informações que podem definir um modelo mais adequado e consequentemente reduzir o impacto ou resistência na implantação.
Para que a área de Recursos Humanos coloque em vigor o plano de gestão de pessoas, é necessário que os profissionais da área (RH) tenham uma visão ampla para enxergar os alinhamentos dos processos organizacionais e culturais. E ainda, estabelecer a interação entre as partes.
03. RH preparado e atuante: Se analisarmos, cabe a área de RH a nobre função de humanizar as empresas (não é à toa que a área é chamada de Recursos Humanos). A função humanizar pode estar aliada a uma boa dose de desafio em um mundo tão globalizado, mas que, de repente, seja o diferencial para a competitividade e para o profissional em questão.
Acredito que seja comum, pelo menos em grande parte das organizações, a típica situação onde os profissionais voltam-se ao operacional (pela própria rotina do cotidiano), tais como: emissão de folha de pagamento, serviços gerais, benefícios, contencioso trabalhista e etc..., e sem que se perceba, ao final do dia, a atenção está voltada somente ao operacional.
Placar final: Operacional 10 x Planejamento 0.
Se não houver uma forte atuação em gestão e comprometimento da área para com os colaboradores, obviamente não restará tempo para se dedicar ao planejamento de RH, ou para a implantação de um projeto como o de Gestão Pessoas (que como já falamos é sinônimo de competitividade).
Com isto, resumimos que, sendo RH responsável pela gestão do ativo, deveria integrar a equipe, profissionais habilitados em planejamento, com sintonia de informações, engajados realmente nos “Recursos Humanos” e não somente com o operacional (pois o RH não pode jamais atuar como uma linha de produção).
“O RH de hoje tem muito espaço se comparado com antigamente; o que falta é que ele participe ativamente do presente e do futuro da organização” – Bruna Martinho e Carlos Hildorf.
Com isto, espero ter adicionado mais um pouquinho sobre Gestão de Pessoas. Ressalto que teremos muitos outros artigos sobre este tema tão atual.
Lembre-se:
Números positivos < = > prestígio e resgate do RH < = > qualidade do desenvolvimento do ativo humano (nossos colaboradores-sócios)
Ate o próximo artigo!
Érico Felipe Aleixo
Não entendi pq no assunto diz Gestão de pessoas em TI, sendo q a matéria é relacionado a empresa toda, e não se aplica nenhum item em relação exclusiva ao TI.
Luciana Costa
Caro Erico,
Muito bom ter seu retorno.
No que se trata ao Titulo do artigo 01 já foi retificado pela eficiente equipe de publicação do Imasters.
A idéia destes artigos é justamente não isolar o profissional de TI das demais áreas da empresa e sim fazer com que este profissional entenda um pouco mais da Organização, de RH, de modelos de gestão, etc..., pois nós da área de TI, estamos diretamente ligados a todos os processos da empresa como um todo. Nós cuidamos de todas as informações nela tramitadas.
Por definição implantar um projeto de Gestão de Pessoas normalmente é incumbência da área Administrativa (Recursos Humanos), mas nada impede de um gestor em TI ter o espírito de liderança (ou gerir) sua equipe com base neste modelo de gestão de pessoas.
A equipe e a empresa só têm a ganhar.
Obrigada por seu feedback e continue nos acompanhando.
Luciana Costa
Luciana Costa
Pessoal,
Gostaria, primeiramente, de agradecer a todos os leitores que por aqui passam (e olha que não são poucos, hein!).
E principalmente: saber que de alguma forma estas informações lhe orientam em seu cotidiano profissional.
Obrigada pelos inúmeros e-mails encaminhados diariamente.
E outros temas abordaremos por aqui sim!!!
Obrigada.
Luciana Costa
Paulo Roberto Soares
Oi Luciana, sou novato em TI e atualmente curso Sistemas de Informação.
Confesso que adorei ler sua matéria e principalmente por que sempre tive essa visão do profissional como um colaborador e "socio".
Hoje trabalho em uma empresa que infelizmente não tem essa visão e verifico o quanto isso faz falta no dia a dia. Não estou na área ainda porém trabalho com gestão da qualidade e vejo que tudo se encaixa.
Parabéns pelo artigo e espero outros em breve.
Um grande abraço e sucesso!
Luciana Costa
Paulo Roberto,
Fico feliz por ter gostado da matéria e agradeço muito pelo seu feedback.
E que bom, que temos mais um profissional que enxerga o valor deste tipo de gestão. Seja bem-vindo ao grande time! ; )
Quando você fala: que atua em uma empresa que infelizmente não tem esta visão e percebe o quanto isto faz falta no cotidiano, entendo o que quer dizer.
Mas, me veio a mente uma música de Renato Russo, cujo, trecho diz: "Somos os filhos da revolução ... Somos o futuro da Nação ..." e acredito muito que teremos (e temos) a oportunidade de fazer do ambiente de trabalho, um lugar com visão nas pessoas e nos negócios (não apenas como simples ideologia).
Saleinto que você tem um diferencial em seu currículo - atuar em gestão da qualidade. Com certeza vai entender o que quero lhe dizer.
Mais uma vez obrigada! E estaremos publicando outros artigos com relação a este assunto.
Abraços, Luciana Costa
Felipe Palmeira
É interessante que independente da qualificação ou da área que ele atue, venha ter uma visão sistêmica. Pois assim ele conhecerá a organização como um todo lhe proporcionando segurança na resolução de problemas trazendo-lhe resultados.
Luciana Costa
Felipe, concordo contigo em gênero, número e grau. Ter uma visão sistêmica ajuda (e muito) no cotidiano na empresa. Obrigada por deixar seu post.
Abraços - Luciana Costa
Lucymary Silva
não concorco que o RH humanize as pessoas, ele pode levar este espirito, mas humanização é algo que a própria pessoa deva busca e aceitar em seu coração. algumas pessoas são muito resistentes a mudanças.
Retorno a Lucymary Silva,
Lucymary, obrigada por seu post.
Temos a definição de RH como Recursos "HUMANOS", área responsável pelas pessoas (colaboradores) que compõem o quadro da empresa. Seguindo o novo rumo, o RH não deve ser apenas um operador de folha de pagamento e sim trabalhar com projetos que relate a importância das pessoas na empresa.
Quando possuímos um RH atuante e participativo, todos os colaboradores enxegarão o novo papel e se sentirão motivados e abertos a colaboração, não havendo assim resistências.
Obrigada, LUCIANA COSTA
2001 - iMasters FFPA Informática Ltda - Todos os direitos reservados.