Terça-feira, 12 de setembro de 2006 às 11h03

Não leia esse artigo. Você já tem muita coisa pra ler.

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Semanas atrás acessei o site d'O Globo e tive uma boa surpresa. Depois de muitos anos com o mesmo layout, resolveram modificá-lo por completo. No primeiro dia que acessei achei tudo muito bacana. As cores, a leveza... até que com o passar dos dias comecei a perceber que essa leveza não era tão grande assim.

O primeiro obstáculo que encontrei foi "reacostumar" os olhos. Como diz Steve Krug, nós não lemos uma página, apenas passamos os olhos. E com os olhos acostumados com o site anterior, tudo era mais fácil. Sabia exatamente onde estava tudo. Mas com o site novo tudo tinha mudado de lugar.

O destaque estava do lado esquerdo ao invés do direito. As chamadas tinham mudado sua ordem de importância. Cadê a crítica de cinema do "bonequinho viu"? Acreditem, faz mais de duas semanas que procuro, procuro e não encontro. Será que mataram o bonequinho ou será que o site escondeu essa informação de mim?

Ao mesmo tempo que faltava uma informação, sobravam dezenas de outras penduradas na primeira página. Muita, mas muita informação.

Um mês depois, minha opinião sobre o site d'O Globo é completamente diferente. O novo site fez acender em mim uma discussão: o excesso de informações.

Será que realmente precisamos saber a previsão do tempo todos os dias? De que a protagonista da nova novela de Gilberto Braga será Alessandra Negrini? Saber que existe um programa como o "Fama" só para homens que é sucesso na China?

Vamos fazer uma brincadeira? Vejam só essa pequena análise visual que fiz com a primeira página d'O Globo.

Utilizo uma resolução de 1240 x 1024. Por isso, a primeira tela a ser visualizada da primeira página do site d'O Globo abrange todo esse espaço que está no print screen acima. Conte comigo, são 102 CHAMADAS DE INFORMAÇÃO, entre textos, ícones e imagens. Tudo isso para ser lido, só na primeira tela. Se eu rolar para baixo e ver a segunda tela, ih... vão ser mais 100.

Agora pergunto: é humanamente possível ler essas 102 chamadas todos os dias? Afinal, por se tratar de um site de notícias, pelo menos 60% dessas chamadas (ou mais) mudam diariamente. E então? Seria isso um excesso de informações? Uma tentativa mal sucedida d'O Globo mostrar que "tem muitas notícias", mais do que seus concorrentes?

Será mesmo que aquela chamadinha ali, da Alessandra Negrini, que está selecionado, merece ter um nível de destaque maior que a notícia que vem abaixo dela "Congresso faz último esforço concentrado antes das eleições"?

Acredito que em pouco tempo toda essa estrutura deverá ser repensada. Do que adianta tecnologia, um bonito layout, se a estrutura da informação não foi concebida se preocupando com o que poderia se tornar excesso ou irrelevante para o usuário?

É muita informação, de dar dor de cabeça. Ao entrar no site, me sinto num lugar barulhento, onde todos gritam, como nas antigas bolsas de valores, antes da informatização, onde os operadores berravam como malucos. É dessa forma que me sinto no site do O Globo.

E isso não é "privilégio" só d'O Globo Online. Essa semana instalei o Google Deskbar. O software promete uma infinidade de informações em seu desktop. Olha que interessante: notícias em tempo real, previsão do tempo, aniversariantes do dia puxados de sua lista do orkut, fotos que ele caça no seu computador e fica mostrando pra você... que bacana! Mas peraí. Pra quê eu preciso de tudo isso? Pra desviar minha atenção quando eu ver uma notícia interessante, deixando de trabalhar? Previsão do tempo? Pra quê se eu não sou agricultor, não vou à praia amanhã nem viajo todos os dias?

Estamos vendo nascer o excesso de informações que os estudiosos diziam tempo atrás que iríamos ter um dia. Acho que já estou sofrendo disso. Todo dia lançam uma nova preocupação em nossa vida: tenho que acessar o orkut, responder scraps, atualizar fotolog, ler as notícias da última hora, toda hora (atualizadas de hora em hora), ler fóruns, conversar no MSN, falar no Skype, agora até vídeo eu tenho que atualizar no You Tube. Tudo isso junto, feito ao mesmo tempo. Pra quê?

Cuidado, podemos ficar todos loucos. Vamos tentar escapar disso! Para o alto e avante!

23 comentários

 Patricia Maia Wunder de Oliveira
12/09/2006 11h11

Muito 10

Bruno achei muito 10 a sua matéria, sabe que as vezes a gente se acostuma mesmo com páginas cheias de informação e na grande maioria delas não lemos nem metade.
Parabéns pelo artigo

 Monica Lage
12/09/2006 13h23

Matéria 10

Caramba, que matéria show de bola! Vc tirou as palavras da minha boca. Fico me perguntando quanto tempo uma pessoa aguenta ficar na página principal do site.

 Silvio Fernando
12/09/2006 13h36

Muito bom...

Olá Bruno,
Mais uma vez, vc colocou de maneira clara e objetiva aquilo que pensa!
Realmente estamos sendo bombardeados de informações o tempo todo!!
Muito bom o artigo.

 Rafael Buse
12/09/2006 14h10

discordo em certo ponto...

Muito boa a sua matéria, mais discordo em certo ponto.. a globo.com é um portal de noticias, logo acho errado você afirmar que certa notícia é irrelevante, o que pra mim é importante pra você talvez nao seja. Acho que temos que pensar um pouco neste ponto. Abraços

 Wendell Diniz
12/09/2006 15h52

Realmente

A velocidade com que as informações se espalham hoje em dia nos colocam num patamar inimaginável, há meros 5 anos atrás. Essa nova era do "superconhecimento" pode nos trazer problemas. O dia está ficando curto para tanta coisa! Temos que nos adaptar da melhor forma, mas tudo isso acaba caindo num excesso de informação. E vem mais por aí...

 Thiago Peixoto
12/09/2006 16h04

Bombardeio

Concordo plenamente com o Bruno, o bombardeio de informações faz com que saibamos de tudo e ao mesmo tempo de nada. Os portais de notícias mostram muita coisa inútil, como essa notícia da Alessandra Negrini, e deixa de lado informações que poderiam fazer com que fossemos mais conscientes diante do que acontece no nosso país e no mundo. Acho que precisamos de informações SIM, mas sem exagero, como cerveja, "Com moderação".

 Vitor Oliveira
12/09/2006 16h22

Extraordinario.

Nota 10 para esse artigo. Concordo plenamente com a sua visão. Tá de Parabens, abraços!

 Marcus Vinícius Rodrigues Araújo
12/09/2006 16h29

Falou Tudo!

Kra isso que vc disse na matéria é uma grande verdade! Hoje somos bombardeados por muitas informações e nem sabemos qual a importância de cada uma em nossas vidas.Eu até saí do orkut pois não aguentava mais responder aquele MONTE de scraps e toda aquela "parafernalha"(nada contra o orkut pois fui usuário por muito tempo..)que o site nos apresenta. Acho que devemos nos importar no que realmente faz diferença e mostrar essa concepção para os usuários de nossos sites. Valew kra!

 André Lima
12/09/2006 23h51

Shoooooooww

Adoreeeeeeeeeeeeeei...

E chega de escrever que é pra não exagerar na informação...
Ahahahahahha
Abraços...

 Armando Akio
13/09/2006 08h24

Concordância e discordância

Concordo com o Rafael Buse, que aponta que o interesse ou relevância de uma notícia está relacionada, também, ao interesse do usuário.

Também concordo com você, Bruno, no que diz respeito à sociedade contemporânea, que é bombardeada por informações, nem todas úteis, interessantes ou relevantes para mim, para você ou para outra pessoa.

Mas se um portal de notícias deixar de expor na página de entrada informações sobre a previsão do tempo, é de se acreditar que perderá parte dos freqüentadores %u2013 ou você acredita que ele manterá ou acrescentará novos leitores?

A previsão do tempo, no geral, tem grande interesse para agricultores, mas dependendo da situação, do momento e da necessidade, a previsão do tempo pode se tornar útil e relevante para mim.

Se vou viajar de avião, por exemplo, ou de ônibus ou de carro no sábado ou no domingo, a previsão é importante.

Santos é cidade que recebe milhares de paulistanos e outros paulistas da Grande São Paulo e Interior a cada fim de semana. Este comportamento é válido também para quem mora na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e queira curtir o final de semana na região serrana. E assim, nas devidas comparações, com as demais regiões metropolitanas do País.

Imagino que boa parte desse pessoal que desce a Serra do Mar para a Baixada Santista queira saber a previsão do tempo para o sábado e domingo, não?

Agora, veja com a TV. Telejornais regionais têm em média 15 minutos de notícias, até 30 ou 40 minutos. Já os telejornais nacionais podem durar até 60 minutos.

Note que, inclusive - e principalmente nos regionais - a previsão do tempo é informação valorizada, em um noticiário de curta duração.

Quanto ao interesse que você mostrou em cinema, do seu ponto de vista, esta é uma informação relevante, ou no mínimo interessante. E quem não gosta de cinema, será que terá ficado satisfeito com o sumiço do bonequinho que aplaude ou critica um filme ou será que lamentou a dificuldade de achar %u2013 ou até o possível sumiço?

O bombardeio de informações é uma constante em crescimento na sociedade contemporânea, mas %u2013 sem a defender, apenas constatando %u2013 ele atende à crescente variedade de públicos.

Coisa de 20 anos atrás não havia tanta gente interessada em informações sobre animais, cuidados com eles, o relacionamento com eles. Hoje há muito mais pessoas com tal interesse. Mas ainda assim há numerosos outros públicos que não têm nenhum interesse em animais %u2013 pelo contrário, até os detestam. O interesse da informação sobre animais está então focado no público que gosta de animais, não no público que não gosta.

A cada dia, surgem novos veículos de comunicação (impressos e eletrônicos), com o objetivo de atender aos mais diversos públicos %u2013 ou seja, interesses: animais, relógios, aviação etc. É só ir a uma banca de jornais, limitando-se aos impressos, para ver a imensa gama de títulos, que atendem aos mais diversos públicos e interesses.

Agora, quanto à Web, o bombardeio é gigantesco, imenso, galático, tal a quantidade de sites que atendem desde interesses de pequenos grupos até os grupos sociais com grande número de potenciais usuários.

Concordo com você quanto à IMPORTÂNCIA da notícia de que o Congresso Nacional faz último esforço concentrado antes das eleições. Ela é mais importante e essencial para a sociedade brasileira do que a notícia de Alessandra Negrini será a protagonista da nova novela de Gilberto Braga.

Ocorre que, para se destacar uma notícia na primeira página de um jornal (e, por extensão, em um portal web), os critérios não são focados apenas e exclusivamente na IMPORTÂNCIA ou relevância da notícia, mas também no INTERESSE e na CURIOSIDADE e na informação de prestação de SERVIÇOS, entre outros critérios. Ou seja, naquilo que dá Ibope.

Se a notícia não apresenta expectativa de alto nível de Ibope, não vai para a primeira página de um portal web de notícias. Este, no fundo, acaba por ser o critério da notícia, que, por mais implicações políticas e econômicas que possam estar por trás, tem o mercado como fundamento %u2013 a notícia é um produto.

Então, no destaque dado à Alessandra Negrini, temos pelo menos dois pontos a considerar para a compreensão do valor que Globo.com deu ao assunto.

Um deles é que o portal é da Globo, e Alessandra Negrini e Gilberto Braga são contratados globais. É óbvio %u2013 e natural, até %u2013 que o portal Globo.com teria que destacar a notícia.

Agora, vamos abstrair o fato de que Gilberto Braga e Alessandra Negrini são globais. Uma novela da Globo sempre gera interesse em determinado tipo de público. Aliás, um intenso e até alto nível de interesse %u2013 para o público a que se destina a informação.

Ou seja, a sociedade contemporânea sofre um bombardeio de informações imenso, gigantesco. Mas, quando eu busco informações na página de entrada de um portal de notícias %u2013 e o UOL é o meu preferido %u2013 eu somente foco a minha visão, O MEU INTERESSE, nas chamadas que me atraem, nos assuntos do MEU INTERESSE. O que não me interessa eu ignoro, descarto, passo os olhos sem clicar na notícia.

E, quando abro a página de entrada do UOL, sempre rolo a página até a parte inferior, pois às vezes na parte inferior está alguma notícia que tem INTERESSE para mim.

Para conciliar esta sua preocupação com o bombardeio de informações e o INTERESSE particular de cada usuário da Web, uma tendência que já existe poderá evoluir para algo próximo do ideal, no futuro.

Trata-se da customização de páginas Web a partir do interesse, preferência e interferência do usuário.

Creio que você, Bruno, já deve ter feito a experiência na página de notícias do Google, que permite deslocar um bloco de assuntos para o topo, a direita, a esquerda, o centro, a parte inferior e para as demais partes de uma página Web.

Já é um início, mas ainda não cabe ao usuário o poder de escolher que tipo de notícias/informações ele quer que esteja sempre presente na página de entrada de um site/portal de notícias.

Quem sabe no futuro, e esperemos que seja próximo, possamos ter uma página do UOL ou da Globo TOTALMENTE PERSONALIZADA de acordo com OS MEUS INTERESSES, apenas com chamadas que me interessam...

Os feeds (RSS) são mais um caminho nesta direção, mas ainda não são a experiência de o usuário TER UMA PÁGINA DE ENTRADA DE UM PORTAL TOTALMENTE PERSONALIZADA CONFORME OS MEUS INTERESSES.

Agora, para encerrar e confirmando a sua teoria do bombardeio de informações. Li um texto na Web, não me lembro em que site, nem o autor, mas lembro que cerca de seis anos atrás a Globo e a Microsoft chegaram a discutir uma possível parceria para o ambiente Web, parceria que não avançou devido a divergências de visão.

A Globo queria focar o portal na Web mais no conteúdo %u2013 no que ela está 100% certa, porque é produtora de conteúdo.

Já a Microsoft, nos idos de 2000, queria focar o portal mais em serviços %u2013 e a Microsoft investiu esforços e dinheiro em serviços, sim, dos quais o MSN Messenger é um exemplo. E o texto que li dias atrás dizia ainda que, a partir de 2007, com o novo Windows Vista, a Microsoft pretende ampliar o leque para CONTEÚDO.

Bem, encerro por aqui.

 Dirceu Macedo
13/09/2006 11h05

Matéria bastante válida.

Cada usuário vai se orientar para a informação que lhe convir, mas o ponto principal é a poluição visual que ocorre hj nos grandes portais, e isso afeta a todos os usuários, mesmo aqueles com objetivos distintos. Realmente irrita entrar em sites com 6, 7 colunas. Toda a informação é bem vinda, mas uma melhor estruturação do portal não seria nada mal. O próprio imasters é um bom exemplo de organização de conteúdo, pelo menos eu acho.

sds

 Bruno Ávila
13/09/2006 11h23

Para deixar claro...

Olá Amigos,

Aqui é Bruno Ávila. Que bom que vejo que acharam interessante o artigo, mesmo aqueles que discordaram em alguns pontos.

Para aqueles que discordam, dizendo que aquilo que não nos interessa pode interessar para outra pessoa. No artigo falo somente do excesso de informações e de sua ordem de prioridade. A solução para o caso do site do JORNAL O Globo ( e não do site globo.com como vi comentando ) agrupava melhor seus conteúdos em canais. Veja o caso da UOL. Se eu quiser ver notícias sobre Televisão, basta eu entrar no canal próprio para isso, www.uol.com.br/televisao.Somente as vezes que existe alguma pequena chamada na capa para notícias sobre televisão. Mesmo assim uma caixa muito bem identificada, com notícias apenas de televisão. Já no caso do OGlobo essa identificação e separação dos conteúdos não existe. É alessandra negrini misturado com eleições e com violência em SP. É isso que questionei no artigo. O melhor seria agrupar as notícias por assunto, colocando nos seus devidos canais. Dessa forma aquele que se interessa por televisão, irá direto para o canal de seu interesse. E na capa colocar notícias importantes que influenciam na vida da maioria das pessoas.

 Julio Bastos
13/09/2006 11h57

Realmente...

Cara, muito bem colocada, só acho que foi curta demais. Poderia ser uma série, primeiro mostrando o problema e depois a solução.
Claro que é ela é simples: "Menos informações" Mais um passo a passo seria muito legal.
Me ajudou muito, pois estou começando a trabalhar com layouts agora e isso é de suma importância.
Vou até repensar o meu modo de vida, e como "eles" me arrumam tanta preocupação inútil(orkut, flog, blog, youtube...).

Valeu mesmo, cara.

 Edgard Porto Filho
14/09/2006 17h03

LOUCURA!!!!!!!!!!!

Prezado Bruno,
parabéns pelo EXCELENTE matéria sobre "Não leia este artigo...". Digo o mesmo para você : NÃO LEIA ESTE E-MAIL...".
O que posso fazer? Tenho que dar os parabéns, pelo menos!
EXCELENTE!!!!!!!!!!!!

Cordialmente,
Edgard porto Filho.

 Rodrigo Santiago
18/09/2006 12h00

Verdade

Eu passo hoje em dia por essa mesma dificuldade, eu preciso ler muitos blogs, enviar foto pro fotolog, ler e enviar e-mails, dar uma olhada no orkut, ver os novos vídeos do youtube, escrever no blog e diversas coisas a mais todos os dias... e isso sempre toma muito tempo do meu dia. O problema é que fica difícil não estar nessa comunidade. Informações demais em um curto espaço de tempo. Quero ver até onde isso vai.

 Mariane Monteiro Jardim
19/09/2006 07h58

PARABÉNS

MATÉRIA SIMPLISMENTE MARAVILHOSA! CONCORDO 100%! SUCESSO... E ESCREVA

 Michele Valongo
19/09/2006 11h09

Pura verdade...

É a mais pura verdade o que foi dito nesta matéria. Também me irrita o exesso de informação em um site, é tanta informação em tão pouco espaço que as matérias que seriam mais interesante no momento acabam passando despercebidas aos nosso olhos mortáis.
Parabéns pela matéria Bruno!

 Pâmela Anderson Resende Oliveira
03/10/2006 10h08

exemplo

Muito bom o artigo Bruno, bem explicativo e avaliativo. Gostaria de saber, se existir e eu acredito que deverá existir, um exemplo de um bom site de notícias e informações?
Muito obrigada... e abraços

 Danilo Henrique de Assis Martins
19/10/2006 15h06

Show... vc eu um SHOW!

cara é isso msm... hahaha orkut, fotolog, blog, e naum sei mais o q "log" vai vir por ae.... eu pessoalmente tenho orkut... tenho pq minha esposa criou, resultado, brigamos diariamente pq sempre tem alguma garota q quer entrar no orkut, pra mim orkut é stress...rs sem conta akela obrigacao sadica de vc ter todo dia de dar parabens pra alguem ... aff.. eu naum entro no orkut, é muito raro... recebi mais de 100 msg de aniversario e naum respondi agradecendo nenhuma... naum ligo pra isso... naum tenho blog nem fotolog... e isso me deixa leve... pra curtir o tempo livre.. jogar game, ir ao club, sei la.. mas nas conversar de roda me acham um ET por naum ter vicio nessas coisas.. hahah como vc disse Bruno, muita informacao é atrazo no seu dia-dia e naum util... é isso ae... vamo ve no q vai da tudo isso...

 Érika Lopes
14/11/2006 17h48

3º Grande Guerra

Nossa muito bom.. a cada artigo admiro mais a desenvoltura que tem para escrever ..a idéia é claro conceber a realidade sem desviar os olhos para futilidades do dia-a-dia. Estamos na 3 Guerra Mundial.. a da informação.

 Marcos Alonso
07/12/2006 19h19

é a tal interatividade

então, esse excesso de informação está aí e não temos como fugir dele.....é a tal da interatividade, viocê escolhe o que vai ler, mas todas as outras informações estão lá, pra quem quiser ler. Temos que ser reeducados para aprendermos a lidar com esse mal do século XXI.

parabéns pelo texto!

 Ronaud Pereira
13/02/2007 11h24

Gregos e Troianos

Seu artigo, como se vê foi muito bem desenvolvido e está de parabéns. Mas falando justamente do site do O Globo, me sinto obrigado a dizer que eu o considero uma grande solução contemporânea para o problema do excesso de informações. Já que esse excesso é inevitável, e um veículo como o jornal tem obrigatoriamente de agradar a todos ou senão a maioria dos visitantes, concluo dizendo que o layout do site foi muito bem desenvolvido e dividido, tirando-se evidentemente algumas falhas de menor importância.

 Herson Freitas
11/06/2007 11h02

inevitável

Primeiro, parabéns pela matéria! Hoje em dia o que está em escassez não é informação e sim atenção. E acredite, já existem muitos grupos de pesquisa voltados apenas para esta questão. E que venham os monitores de duas telas e até três telas! Imaginen 3 páginas desta abertas ao mesmo tempo?!

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Sobre o Autor
Bruno Ávila é webdesigner e autor do DVD "Profissão: Webdesigner", produção inédita no Brasil que aborda o mercado de webdesign no país. Com mais de 10 anos de profissão e ganhador de dois prêmios iBest, Bruno criou e produziu mais de 600 banners e 300 sites.

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