Quarta-feira, 30 de agosto de 2006 às 13h37

O que caracteriza uma Verdadeira Fábrica de Testes?

A Fábrica de Testes impacta radicalmente nos índices de produtividade, prazos e custos dos projetos de testes e homologação, pois reduz os riscos de soluções não padronizadas e manutenção de sistemas legados, tornando os investimentos em testes mais voltados à serviços que propriamente à aquisição de ferramentas. 

Indicador

Impacto da Fábrica de Testes

Qualidade

Maior volume de casos de testes

Prazo

Menor tempo de execução dos testes

Custo

Menor custo de execução dos testes

Eficácia

Maior volume de defeitos detectados

Confiabilidade

Menor volume de defeitos “não-procedentes”

Produtividade

Maior volume de testes gerenciados pelos Analistas

Restrição

Menor ciclo de estabilização dos sistemas

Maturidade

Evolução e amadurecimento da cultura de testes


Uma Fábrica de Testes deve ir além da simples execução dos testes e buscar agregar valor em toda a cadeia de desenvolvimento, suportando processos de reestruturação de sistemas, garantindo que as novas funcionalidades implementadas não afetem as antigas funcionalidades. Deve fornecer às equipes de gerenciamento de projetos o real posicionamento de cada projeto em andamento na área da TI e avaliar a qualidade do fornecimento dos softwares que estão sendo entregues pelas Fábricas de Software, vinculando as entregas com os pagamentos à fornecedores.

Retornos associados ao aumento da Qualidade do Software

Competitividade

Satisfação de Clientes

Redução de Custos; Manutenção de Clientes Atuais;
Redução de Prazos; Conquista de Novos Clientes;
Aumento da Qualidade; Redução do Back-Log;

Imagem Institucional

Suporta Mudanças

Redução de Erros em Produção; Incentiva o “refactoring” do sistema;
Menor Índice de Retrabalho; Suporta aumento na demanda dos serviços;
Redução dos Riscos de Entregas; Possibilita a prática de “Job Rotation”;

Diferenciação dos Serviços

Maturidade Organizacional

Adequação às Especificações; Cultura voltado à Processos;
Agilidade nas Entregas; Menor influência de “Turnovers”;
Estabilidade do Aplicativo; Valorização do trabalho intelectual;
A Fábrica de Testes deve agregar valor à toda cadeia de desenvolvimento.

Fábrica de Testes é orientada à Processos

A Fábrica de Testes é orientada por um moderno Processo de Testes de Software totalmente documentado e suportado por ferramentas de alta produtividade que acompanham a solução (não exige ferramentas de gerenciamento de testes complementares), o que garante alta padronização nos projetos, redução do investimento em ferramentas de testes e agilidade na implementação do processo em ambiente corporativos.

 

Fábrica de Testes é orientada à Serviços

Para garantir que o modelo de Fábrica de Testes seja adotado corporativamente, é necessário que a atuação dos profissionais especializados em testes tenham “focos” diferenciados, visando não somente a execução dos projetos de testes, mas também na própria evolução do processo como um todo, seja na forma de otimização dos trabalhos (automações, simuladores) como na criação de novos controles e artefatos do processo.

Desta forma, entendemos que a divisão em grupos, com atuações diferenciadas, proporcionaria à Fábrica de Testes uma maior “eficiência e agilidade” na condução e melhoria dos projetos de testes de software, além de estabelecer “objetivos e desafios” a serem alcançados pelos profissionais, muito mais bem definidos e segregados.

Cada grupo possui “missão, objetivos e desafios” que necessitam de diferentes tipos de conhecimentos e habilidades, exigindo profissionais com experiências e motivações alinhadas com esta missão. Cada colaborador deverá ser alocado no grupo que tenha maior afinidade com seu perfil profissional, extraindo o melhor do potencial existente em cada pessoa.

Apesar de diferentes, os objetivos de cada grupo são complementares ao sucesso dos projetos de testes no curto e longo prazo, pois mantêm o Processo de Testes evoluindo, sem comprometer a atuação do dia a dia.

1 comentário

 André Tocchetto
25/09/2006 11h21

Artefatos de Entrada

Primeiro parabenizando o Alexandre pelas excelentes colunas sobre Fabrica de Teste. Conheco os conceitos de Fabrica de Software, relacionando reutilização de código, desenvolvimento baseado em componentes e Product Lines. As fabricas de software sao como caixas pretas, onde internamente possuem um processo bem definido e uma "linha de montagem" totalmente encapsulada para os clientes, apenas eh a entrada da especificação e no final o produto final. Com relação a Fabrica de Teste fica minha duvida com relação a quais artefatos entram na Fabrica, visto que em um dos seus artigos voce menciona a questão do próprio analista de teste atualizar a documentação, quais artefatos são a entrada? o build? a documentação? os casos de teste? Um abraço.

Cancelar resposta

Qual a sua opinião?

Faça login abaixo ou cadastre-se rapidamente.


Patrocínio:
Sobre o Autor
Alexandre Bartie é Administrador de Empresas e pós-graduado em Capacitação Gerencial e em Gestão Empresarial. Há 17 anos, trabalha no gerenciamento de processos voltados à qualidade e engenharia de software atuando em grandes empresas. Diretor de Inovação da ALATS (Associação Latino-Americana de Teste de Software), Diretor-Técnico e Engenheiro responsável pelo Framework Brasileiro de Testes X-Zone (www.x-zone.com.br). É autor do livro "Garantia da Qualidade de Software". Visite o blog do autor (http://alexandrebartie.spaces.live.com).

2001 - iMasters FFPA Informática Ltda - Todos os direitos reservados.