Olá amigos! Neste artigo iremos falar um pouco sobre o pensamento modernista onde se prega o "essencial" para as diversas manifestações do Design.
A palavra iconografia pode ser traduzida literalmente como "escrita de imagem". Do grego "Eikon" (imagem) e "Graphia" (escrita). Seu uso está ligado à criação de projetos (design), ao simbolismo (veja artigos anteriores sobre o dicionário de símbolos) e à Igreja. Ela pode se referir também aos signos que sejam significativos para determinadas culturas seguindo suas crenças e valores socioculturais.
A iconografia é, portanto, o conjunto de imagens relativas a determinado assunto, sendo considerada a arte de representar por imagens.

"Ícone" é uma palavra grega que significa "imagem" - representação.
"Iconografia é um ramo da história da arte cujo objeto de estudo é o tema e significado das obras de arte em contraposição à sua forma". Erwin Panofsky
Alguns pontos devem sempre ser lembrados para com a iconografia, sendo deveras importante:
Identificação: Sua leitura deve ser simplificada para que todos consigam, sem muitos problemas, saber do que se trata a imagem;
Descrição: A imagem pode possuir descrição simbólica perante a cultura, implicando em sua aceitação inicial ou não;
Classificação: Poderá ser classificada como cultural, ilustrativa, religiosa, etc.;
Interpretação: Seu valor de interpretação deverá ser classificado como de fácil aceitação, em momento algum poderá ser mal compreendido ou trazer duplo sentido.
A arte iconográfica se mantém forte no mundo todo e o interesse pelos Ícones têm feito ressurgir as antigas técnicas dos modelos bizantinos trazidas pelas mãos dos iconográficos modernos.
Na Igreja Ortodoxa e nas Igrejas Católicas orientais é a designação da pintura sobre madeira, representando a imagem da Virgem e dos santos.
Pode-se considerar, religiosamente, que a arte
do ícone é, na realidade, uma representação
do caráter espiritual da forma humana, através
da expressão não-natural das Pessoas Sagradas onde
o ícone é uma janela aberta nos dois sentidos entre
o céu e a terra.
Ele mantém em si mesmo história, tradição,
simbolismo, teologia e arte.
Diz-se que o primeiro iconográfico foi São Lucas,
o Evangelista, que desenhou na tábua de uma mesa a imagem
da Virgem Maria.
Prof.ª Virginia Revuelto | www.iconografia.com.br
A Microsoft e a iconografia
A Microsoft está sempre mantendo vivo seu estudo sobre iconografia. Um bom exemplo disso são os ícones apresentados em seu sistema operacional Windows XP.

O estilo dos ícones possui divertimento, suas cores exibem abundância de energia. Cada ícone é trabalhado em programas vetores e manipulado, então, no Adobe Photoshop para criar uma imagem bonita.
Esboço e exibição do trabalho final do ícone:

Algumas considerações:
01. Usar conceitos pré-estabelecidos onde seja possível assegurar a consistência dos conceitos para o usuário;
02. Considerar como o ícone aparecerá no contexto de relação de usuário e como trabalhar em seu conjunto de ícones;
03. Considerar o impacto cultural de seus gráficos. Evitar o uso de letras, palavras, mãos, ou caras nos ícones;
04. Se combinar objetos múltiplos em uma imagem em um ícone, considerarem como será sua apresentação em tamanhos menores. O sugerido é não utilizar mais de três objetos em um ícone. Para o tamanho 16 x 16, você pode também, considerar, remover os objetos ou simplificar a imagem para melhorar a visualização (exemplo da imagem acima).
Estas são as cores preliminares utilizadas em seus ícones:

Essa referência se encontra no site MSDN Library.
Iconografia na web
Os ícones aplicados aos sites da web trazem uma grande consistência à navegação. O usuário se mantém mais próximo do conteúdo por se sentir familiarizado. Isso se deve à acessibilidade visual encontrada em seu sistema operacional, possibilitando que usuários, não tão familiarizados com a computação, consigam se sentir seguros com a navegação.
Assim como já dito, é importante que esses ícones ilustrativos sejam direcionados para seu devido fim, vedando qualquer tipo de duplo sentido ao usuário.
Todo cuidado é pouco para manter sua legibilidade e contraste adequado. O mesmo pode vir acrescido de textos que, além de manterem o padrão de nitidez, fará uso correto das cores para evitar problemas com usuários portadores de algum tipo de deficiência visual, tal como o daltonismo.
Certifique-se que os ícones possam ser bem visualizados em preto e branco sem perder sua qualidade, caso isso venha a acontecer experimente remover os detalhes sendo mais direto na comunicação.

Um ícone ocupa menos espaço do que o seu equivalente em palavras tornando a visualização da página mais agradável.
Sempre que desenvolver os ícones, faça-os como um conjunto, relacionando com todos do grupo, mantendo o mesmo segmento visual e também com as tarefas do usuário.
O estilo de ilustração tende a comunicar conceitos metafóricos do mundo real mais efetivamente que símbolos abstratos, assim como prega a Microsoft.
A memorização dos ícones também é de grande importância para um bom acesso. Consulte os artigos anteriores intitulados como Mnemônico.
No geral, a iconografia está presente em vários segmentos artísticos. Continuaremos falando sobre...
Grande abraço!

Muito legal! parabens pela materia!
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Artigo interessante, entretanto, ficou apenas fechado às idéias proprietárias.
Faltou falar sobre o Projeto Tango, um projeto que existe para dar uma interface gráfica consistente aos programas de código aberto; Organizado por uma linha-guia que define da cor às reflexões do objeto, o projeto conta com centenas de ícones (desenhados com metáforas de fácil entendimento) para uso em aplicações, além de outras idéias para dar usabilidade e acessibilidade ao usuário.
Endereço: http://tango.freedesktop.org

Gostei da matéria que situa historicamente e trás para a realidade do design e da web. Valeu pelas Dicas!
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Para u, leigo como eu este artigo é de facil entendimento e bastante elucidador. Parabens.
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Wellington Carrion é Autodidata, leciona cursos de desenvolvimento web e aulas de desenho artístico. Também é sócio fundador da agência Team Design, onde gerencia e coordena seus projetos. Mais sobre o autor pode ser encontrado em seu site pessoal (www.wellington.art.br)
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