Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006 às 11h00

Des-segredos de um webwriter

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O que você já deve saber, pelo próprio nome do ofício, é que webwriter significa redator da web. O que você talvez não saiba é a responsabilidade que esse termo ganhou com o amadurecimento da internet brasileira.

Não posso deixar de comentar as mediocridades que tenho visto a respeito das atribuições de um webwriter, mas posso garantir uma coisa: da prática, a teoria continua bem distante. Pode ser muito bonito enumerar e descrever as funções, estabelecer modelos de conduta e de “como escrever corretamente”, só que a web é um espaço muito democrático e muito variável.

A redação é a parte tangível do trabalho do webwriter. A parte que não vemos, que rola nos bastidores, é uma sintonia fina com arquitetos de informação e designers. Juntos, eles definem desde os nomes que os links devem ter para favorecer a navegação, até o espaço que cada texto terá em cada tela.

O conteúdo configura, atualmente, como uma das estrelas de maior grandeza do universo da internet. Junto com ele estão layout, navegação, usabilidade, ergonomia, tratamento das imagens e objetivos.

Arrá! Agora chegamos num ponto chave: o objetivo. No processo da comunicação a equação é bem simples. De um lado o emissor, aquele que quer passar alguma coisa para alguém. De outro lado, você tem o receptor, aquele que quer receber alguma coisa de alguém. Entre eles está a MENSAGEM. Definidos o papel de cada um, o objetivo do emissor passa a atingir o coração e a mente do receptor. O objetivo da mensagem é traduzir de forma clara e encantadora a intenção do receptor. E o receptor tem como objetivo ser impactado, aprender, receber informação relevante - ou não.

Ou seja, um webwriter deve considerar tudo o que está em sua volta antes de começar o seu trabalho, ele é o transmissor da mensagem, deve traduzir todos os anseios de cada parte da melhor forma possível.

É dispensável dizer que o webwriter deve ser um exímio redator, ou um jornalista formado, ou pelo menos ser muito interessado e prudente, e conhecer os diversos gêneros de escrita, tipos diferentes de redação etc.

E é sobre isso que falarei nos próximos artigos, afinal, não adianta dizer que o bolo é gostoso se não passar a receita, né?

Por enquanto, as únicas regras a serem obedecidas na web são as gramaticais e ortográficas. O resto depende de contexto e de criatividade.

Up the webwriters!

7 comentários

 João Ricardo de Albuquerque Si
13/02/2006 12h32

Muito Bom,

Muito bom o artigo Ana, ficamos no aguardo dos próximos.

 Charles Schaefer
14/02/2006 01h40

Ótimo

Olá Ana, estou cursando comunicação social mesmo tendo um notável gosto por computação. Estava meio preocupado em como conseguir unir as duas profissões (sou webmaster) para um melhor aproveitamento pelo cliente. Apesar de não ter um conteúdo técnico, de ser apenas uma introdução ao que veremos adiante, seu artigo foi suficiente para me fazer não desistir do curso. Realmente não a minha área "natural" mas será de grande valia. Muito obrigado,

Charles.

 Paulo de Tarso Oliveira
14/02/2006 08h05

Ana, parabéns pelo o artigo!! Muito interessante você mostrar o papel do webwriter.

 Paulo César Pinheiro
22/02/2006 18h24

Ótima matéria,mas...

Dez é com Z!!!

 Danny Fridman
24/04/2006 13h08

Taí!

Olá Ana, adorei o artigo. Principalmente porque, finalmente, achei uma definição para o que sou! Tenho exercido essa atividade há pouco mais de um ano e não sabia como definí-la. Cursei Comunicação Social também, porém Radio e TV, e sempre gostei muito e tive facilidade em escrever. Me identifiquei muito com o que disse sobre o que "rola nos bastidores", sobre o desenvolvimento de todo o conceito de uma página e de tudo que envolve um simples (ou complexo) texto na internet. Essa elaboração do nome, do link, a organização da seção e o relacionamento com o programador e webdesigner, deve passar despercebido pela grande maioria dos leitores internautas, mas é de grande importância e muito trabalhoso também. Concordo com você também quanto ao papel de dissernimento que "nós" (agora eu sei o que sou) webwriters temos que ter.
Um abraço e vou continuar acompanhando seus próximos atigos ávido por mais informações.

 João Victor dos Santos Fonseca
26/03/2007 09h41

...

Boa matéria, mas respondendo ao leitor desatento não é "Des" de "Dez" referente ao númeral 10 e sim ao nelogismo Des-segredos de ser e não ser segredo.

 Jonathan Braz Simas
13/07/2007 18h29

Des-construindo

Webwriter, não creio que isso seja profissão, e sim, função. Tem que ser redator! E o que se lê aqui se lê lá. Mais vale um redator competente do que um "uebiuriter" medíocre. Sou formado em comunicação também (mas profissão webmaster) e creio que talvez a grande diferença entre redator e webwriter é que o último tem aprender a 'enxugar' os títulos dos links para caber no menu. Bem, a ultima frase foi gozação. A grande diferença é que um publica no papel e o outro... deixa para lá, era gozação também.

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Sobre o Autor
Ana Amélia Erthal é jornalista e mestre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro na linha de Novas Tecnologias em Comunicação. Coordenou diversos projetos digitais atuando na área de planejamento e conteúdo como o Portal Mundo Oi, SulAmérica, PUC-RJ, Senac-RJ, HSBC, Bradesco e CBTU. Atualmente ministra cursos para a formação de webwriters, é professora de cibercultura e conteúdo digital, participa das pesquisas do Grupo de Sensorialidades da UERJ e é Executiva de Planejamento da Mídiaweb Agência Interativa.

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