Wellington Carrion Segunda-feira, 10 de outubro de 2005

O Disco de Cores

Olá pessoal! Neste artigo iremos entender um pouco sobre o Disco de Cores de Isaac Newton e sua descoberta, além de compreender melhor nosso comportamento visual perante a luz e a exibição das cores.

Isaac Newton

Isaac Newton, era reverenciado na Inglaterra do século XVIII como o maior dos cientistas.

Representava o gênio das leis do movimento da matéria e como se movem os astros ou as pedras. Uma lenda viva, recoberto de honras e glória, traduzido e reverenciado em toda a Europa.

Ainda hoje, seus Princípios constituem um monumento da história do pensamento, só comparável às obras de Galileu e Einstein.

Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, no Lincolnshire, Inglaterra, no Natal do ano em que morria Galileu: 1642.


(1642 - 1727)

Newton sempre teve o apoio do mundo científico de sua época, usufruindo de todas as honrarias que podem ser concedidas a um homem de ciência:

- em 1668, foi nomeado representante da Universidade de Cambridge, no Parlamento;

- em 1696, assumiu o cargo de inspetor da Casa Real da Moeda, tornando-se seu diretor em 1699; nesse mesmo ano foi eleito membro da Academia Francesa de Ciências;

- em 1701, deixou sua cátedra em Cambridge;

- em 1703, até sua morte, foi presidente da Royal Society.

No início de 1727, Newton, cuja saúde declinava há anos, ficou gravemente enfermo. Morreu no dia 20 de março desse ano, tendo sido sepultado na Abadia de Westminster com o seguinte epitáfio:

"É uma honra para o gênero humano que um tal homem tenha existido."

A descoberta

Em 1666, enquanto a peste assolava o país, Newton comprou, na feira de Woolsthorpe, um prisma de vidro. Um mero peso de papel, que iria ter grande importância na história da Física.

Observando, em seu quarto, como um raio de sol vindo da janela se decompunha ao atravessar o prisma, Newton teve sua atenção atraída pelas cores do espectro.

Colocando um papel no caminho da luz que emergia do prisma apareciam às sete cores do espectro, em raias sucessivas: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

À partir de um prisma de vidro, constatou que a luz solar, ao atravessá-lo, abre-se em um feixe colorido: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, anil e violeta.

A sucessão de faixas coloridas recebeu do próprio Newton o nome de espectro, em alusão ao fato de que as cores que se produzem estão presentes, mas escondidas, na luz branca.

O disco de cores

Newton foi além, repetindo a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores.

Mas a decomposição não se repetia: as cores permaneciam simples. Inversamente, ele concluiu que a luz branca é, na realidade, composta de todas as cores do espectro.

E provou isso reunindo as raias coloridas de duas maneiras diferentes: primeiro, mediante uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca; e, depois, através de um dispositivo mais simples, que passou a ser conhecido como disco de Newton.

Trata-se de um disco dividido em sete setores, cada um dos quais pintado com uma das cores do espectro.

Fazendo-o girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, e este recebe a sensação do branco.

Nossa visão perante as cores

A soma de todas as cores gera o branco que por sí é compatível com todas as outras cores e considerado assim neutro perante todos os aspectos descritivos de cada uma delas.

É importante saber da existência da soma de cor, sendo o processo aditivo: a aplicação da soma de todas as cores para gerar o branco e o processo subtrativo seguindo o processo inverso até se chegar ao preto.

As cores que enxergamos se alteram conforme a iluminação sendo que um vermelho, por exemplo, poderá ter diversas variações tonais devido a densidade de iluminação ou ausência da mesma.

A cor de um objeto é dada sempre pela cor que ele reflete, por exemplo: quando a luz branca se projeta sobre ele, todas as cores são absorvidas, exceto a dele. Por exemplo, quando a luz branca incide sobre um objeto azul, todas as cores são absorvidas, exceto a cor azul que é refletida. Um objeto é visto branco quando reflete todas as cores (arco íris).

Nossos olhos possuem receptores na retina que são sensíveis às cores:

Uma teoria clássica da visão de cores, devida a Thomas Young e Hermann Helmoltz, supõe a existência de três tipos de receptores (os "cones"): um mais sensível ao vermelho, outro ao verde e outro ao azul.

Estimulando os três ao mesmo tempo, com a mesma intensidade, produz a sensação visual que chamamos de branco.

Essa teoria não é totalmente aceita, pois há pessoas que não conseguem ver o verde e o vermelho (são daltônicas) mas conseguem ver o amarelo.

Outra teoria supõe a existência de quatro tipos de receptores, divididos em pares: amarelo-azul e verde-vermelho.

Quando entendemos de onde vêm nossas ferramentas de trabalho, nos sentimos mais confiantes para exercer a função de criador. Isso permite discutir positivamente com o cliente sobre qual cor utilizar em seu trabalho gráfico... assim temos mais argumento para prestar um melhor serviço.

Grande abraço!