As redes sociais chegaram e estão arrastando cada vez mais usuários. Sejam amigos, vizinhos, seguidores ou qualquer outro nome que se dê aos que participam de uma dessas redes, o fato é que as empresas e agências de comunicação estão vislumbrando aí mais uma poderosa ferramenta para falar com seu público. Muito além de mandar mensagens e fazer propaganda, é preciso saber utilizar todo o potencial de cada rede social, com seu perfil distinto e público diversificado. Inovação nas redes sociais é o tema da primeira palestra do Ambiente Business, na área Novo Olhar Digital. Gil Giardelli, curador da área, convidou três grandes nomes para essa discussão: Marcelo Coutinho, diretor do Ibope Inteligência, Carlos Nepomuceno, do Instituto de Inteligência Criativa, e Sérgio Amadeu, doutor em Ciências Políticas e professor da pós-graduação da Cásper Líbero. Esse será apenas o começo de um dos três Ambientes do InterCon 2009.
O Facebook está "bem na fita". Nos últimos dias, tivemos algumas notícias, tweets e vários retweets sobre a entrega da representação das vendas publicitárias da América Latina para uma agência de publicidade que tem escritórios por todo o mundo, inclusive na cidade de São Paulo.
De acordo com o que foi divulgado, o Facebook quer expandir sua área publicitária e vai investir em diversos formatos que fomentarão a interação com os usuários, segmentados por idade, gênero, país e idioma.
Muitas pessoas recomendam anunciar no Facebook; mas também existe o outro lado. "Googlei" bastante e recolhi algumas opiniões bem interessantes.
Para os amigos webguerrilheiros que estão pensando em investir no "adwords do Facebook", vejam a lista e descubram se o esforço é válido para o seu tipo de negócio.
01. Franco crescimento
O Facebook vem apresentando números muito interessantes. Observe:
02. Profile targeted
Ao invés de focar em palavras-chave, os anúncios do Facebook focam em profiles e afinidades, com critérios de segmentação bem interessantes. Mas é uma faca de dois gumes: essa "metodologia" pode gerar algumas reações adversas (veja depois em contras).
03. Simples de configurar
Criar uma campanha no Facebook é muito simples. Basta seguir as instruções e colocar informações de pagamento. Escolha um título, defina o corpo do anúncio, uma imagem e a url de destino. Não muda muita coisa em relação à configuração do Adwords, a não ser a facilidade de brincar com as imagens.
04. Pouca concorrência
Como o Facebook Ads ainda está nos primeiros passos, muito provavelmente você não vai esbarrar no seu concorrente, até porque ele não sabe nada sobre redes sociais e online advertising, ou pelo menos é assim que queremos pensar, não é mesmo?
01. Taxa de cliques muito baixa
Explicação: O usuário aprendeu a ignorar aquilo que não é importante para ele. E, acredite, se ele está atualizando o profile, jogando Farmville ou Máfia Wars, o seu anúncio pode ser bem irrelevante. Por que no Google funciona? Porque o Google é um ambiente de buscas, e os anúncios que aparecem agregam valor àquilo que você procura.
02. Credibilidade em risco
Vocês já repararam em alguns anúncios do Facebook? Existem tipos um tanto quanto suspeitos: "trabalhe em casa e enriqueça em um mês". Este tipo de coisa denota picaretagem 2.0 e acaba prejudicando a reputação dos anúncios em geral.
03. Onisciência incômoda
Vários autores já falaram sobre behavioural target aqui no iMasters, então vou poupá-los da duplicação. Muita gente simplesmente ABOMINA a idéia de ser monitorado através de seu comportamento de navegação. Abaixo, um trechinho de um post que encontrei em um blog:
"(...) it often feels like Mr Facebook himself is looking over your shoulder. I'm especially bothered by the ads that start delving into your personal life and exploiting your insecurities". Tradução livre: "Parece que o Sr Facebook está sempre nos vigiando por cima de nossos ombros. Estou especialmente incomodado com os anúncios que se aprofundam em nossas vidas pessoais e exploram nossas inseguranças".
Existem constatações para todos os tipos de opiniões. O que vocês acham?
Abaixo, um vídeo dos executivos do Facebook discursando sobre o Facebook Ads. Enjoy it!
Tha'ts all Folks!
Vinicius Cruz
Se compararmos os contras com o Google Adwords, apenas o item 1 parece não ser aplicado, não?
No mais, dá pra fazer a mesma reflexão...
Marcela Daniotti
Vinicius, legal você analisar dessa forma. Veja se compreendi:
Eu acredito que o problema de credibilidade não é totalmente inexistente no caso do Adwords, mas a Métrica de Índice de Qualidade tem mostrado certa eficiência. Além disso, como o ambiente do Google é exclusivo de buscas, fica mais fácil julgar se o anúncio exibido é relevante ao termo procurado ou não.
Quanto ao behavioural target, no Google não temos isso. No caso do Facebook, os anúncios são dispostos conforme informações do seu perfil. Exemplo: você faz parte do grupo de fãs de uma banda X. Essa informação pode ser usada para selecionar você como público de uma campanha. No Google não. O Facebook Ads é orientado ao Profile, enquanto o Google Adwords é orientado a busca por palavras chaves.
Espero ter respondido seu ponto.
Abraços e muito obrigada pelo comentário!
Marcela
Vinicius Cruz
Marcela,
não sou estudioso na área, mas apenas um desenvolvedor curioso sobre internet de forma geral. =) Mas tá valendo...
Sobre o Google, pensei em uma forma mais ampla, englobando também o orkut e o youtube, por exemplo. Nesses casos, a análise do texto e de seu comentário sobre a exibição de acordo com o perfil e/ou comunidade se aplica, correto?
Marcela Daniotti
Sua pergunta é bem bacana! Respondendo: Quando escrevi o artigo, usei como base de comparação serviços semelhantes (Facebook Ads e Google Adwords).
O Youtube sugere alguns vídeos de acordo com o seu perfil de navegação, mas aí não estamos falando de anunciantes x usuários. Estamos falando de um recurso do Youtube. O foco do texto é Advertising mesmo.
Abs!
Daniel Paulo Marrafon
Realmente Marcela, tem razão no que diz sobre o Facebook "perder força" quando utiliza a segmentação por perfil e o lance de prcaretagemn 2.0 esta completamente certa isso é péssimo.
Ótima matéria Abçs!
Arthur Thina
Realmente, o Facebook teria menos conversão com relação ao Adwords. Mas acho que seria um ótimo canal para branding ou um viral pelo número de impressões.
Abraço
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