Há poucos anos, os servidores eram máquinas enormes, restritas a grandes empresas que podiam pagar por seu elevado preço. Estes grandes computadores rodavam os sistemas corporativos das firmas e ficavam "protegidos" dentro dos CPDs (Centro de Processamento de Dados).
Este cenário ainda existe nas grandes companhias, mas a evolução da Tecnologia da Informação (TI) e, conseqüentemente, a queda nos preços dos equipamentos de informática mudaram o panorama das pequenas empresas. Atualmente, elas têm acesso a servidores produzidos por fabricantes que utilizam as tecnologias mais recentes, tais como: processadores de 2 ou 4 núcleos, grande quantidade de memória, fontes de alimentação redundantes, discos hot-plug, etc.
Mas grande parte das pequenas empresas não adquire um servidor. Prefere comprar desktops com mais recursos e transformá-los em "servidores". Um fato que motiva os empresários a fazer isso é a diferença de preços. Outro é o desconhecimento dos gestores sobre os riscos e a importância de se manter a continuidade dos serviços e a suposição de que nunca acontecerá alguma fatalidade com o seu "desktop-servidor".
Se a análise for somente financeira ou se esse for o aspecto que tiver maior peso na decisão, realmente o desktop acaba sendo considerado como opção, pois ele é mais barato. Porém, ele não tem as mesmas características de hardware para manter a disponibilidade dos serviços. Se um determinado componente falhar, todo o computador pára e o serviço fica indisponível, causando grandes transtornos e perdas financeiras.
Veja as principais características de um servidor (que não existem em um desktop):
Além disso, os servidores são equipados com tecnologias que oferecem melhor desempenho, como por exemplo os processadores Intel Xeon e AMD Opteron, que não estão disponíveis nos desktops. Quanto ao desempenho, a arquitetura interna dos servidores oferece um número maior de processadores que os desktops.
Outro ponto de vital importância é a assistência técnica. Imagine o seguinte cenário: a sua empresa está numa fase que não pode parar e o seu desktop-servidor simplesmente apresenta um defeito e pára. O que fazer?
Claro que essas alternativas são exageradas. Mas o servidor deve ser tratado como um equipamento que deve estar sempre disponível - portanto, deve haver um procedimento sério e profissional para sua manutenção para que se reduza, ao mínimo, a indisponibilidade de seus serviços aos usuários. É importante adequar o contrato de manutenção técnica de acordo com o tipo de funcionamento do servidor. Por exemplo, 24 horas por 7 dias (24X7) para servidores que não podem parar, ou 8 horas por 5 dias (8x5) para servidores que têm que estar disponíveis somente durante o horário comercial. É importante solicitar o atendimento presencial do técnico em contrato. Detalhe: as empresas que fabricam desktops dificilmente mantêm uma rede de assistência técnica que trabalha no esquema 24X7 e com atendimento no local.
Se, apesar de tudo, a opção for por um "desktop-servidor", seguem algumas dicas que podem minimizar os impactos de sua utilização:
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