Terça-feira, 31 de março de 2009 às 10h00

Web Standards - como ser um diferencial frente ao cliente?

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Na maioria dos casos clientes não conseguem perceber a diferença entre paginas bem escritas utilizando Web Standards e outras mal escritas utilizando algum outro padrão. Clientes entendem - pelo menos deveria ser assim - do seu próprio negocio, que geralmente não é web. E também não custa lembrar que clientes querem ver resultados, financeiros, de preferência - a não ser que seja uma ONG, mas eu pessoalmente jamais fiz um projeto para alguma delas.

Ponha-se no lugar do cliente: abra o IE e compare uma página Web Standards bem feita - W3C, por exemplo - com outra pagina feita de qualquer jeito, daquelas que tem table até no titulo da página - nem vou dar exemplos aqui. Qual a diferença visual à primeira vista? Lembre-se de que seu cliente não é desenvolvedor web nem designer.

Vejam bem, não estou dizendo que site Web Standard é feio - vide Css Zen Garden -, estou dizendo que as diferenças não são visíveis, e cabe a você utilizar os argumentos corretos ao vender seu projeto. Fazer o cliente entender que padrões no desenvolvimento web resultam qualidade no produto faz com que seu trabalho seja mais valorizado - afinal, também não somos uma ONG!

Abrindo um jornal, é bem fácil achar anúncios de sites por preços ridículos, que não pagam nem o seu primeiro dia de desenvolvimento. Perante isso, como provar que a qualidade do seu produto vale o preço que o cliente pagará?

Quero mencionar aqui um argumento que li em um blog:

"os visitantes mais importantes para promover o site (?) são cegos: os robôs de sites de busca"

Ou seja, fazer um site tomando todo o cuidado com os padrões web é crucial para que máquinas de buscas analisem o site/sistema de maneira correta. Para que isso? No Google, por exemplo, isso vale algumas posições no rank de sites, e é comprovado que na maioria das vezes apenas os sites da primeira página que recebem as visitas dos usuários. Isso é fundamental para a visibilidade da empresa.

E nesse mesmo texto, outro ótimo argumento na parte que fala sobre compatibilidade entre navegadores e outras mídias:

"São mais clientes que não se pode dar ao luxo de perder"

Não podemos mais fechar nossos olhos para a acessibilidade da internet. Hoje em dia podemos acessá-la de quase qualquer dispositivo moderno: celulares, eletrodomésticos, players, videogames e vários outros. A conexão wi-fi nos trás uma mobilidade impressionante. Como dito anteriormente, não podemos ignorar esse crescente número de acessos. E para não ignorá-los precisamos deixar nossos sites preparados, e os padrões nos dizem como fazer isso.

Ambas referencias estão no post Quando o cliente não dá a mínima para padrões web do blog Richard Barros. Excelente text.

Outro argumento que está diretamente ligado à parte financeira, esse eu sempre uso quando "confrontado" sobre essa "qualidade invisível", é: um site Web Standard, bem feito, consome bem menos recursos de transferência de dados da conexão do servidor. Isso resulta em um site que abre mais rápido e que utiliza menos recursos do provedor - hosts cobram por transferência de dados.

Para nós, desenvolvedores, o Web Standard traz diversos benefícios - além de todos que já citei: facilidade na leitura/interpretação do site, facilidade na hora de dar manutenção, facilidade para modificar layout e conteúdo, ou seja, facilidade, facilidade e facilidade!

Isso que escrevi aqui é uma pequena parte de uma longa e infindável discussão. Minha intenção aqui foi só instigá-lo a ir atrás de qualidade no seu desenvolvimento. Uma boa referência inicial sobre esse assunto é o Web Standard Checklist, em português, no site Maujor. Boa jornada!

4 comentários

 Bruno Simões
31/03/2009 11h43

Outra abordagem

Nesse mundo freelancer, mesmo o profissional se destacando, o cliente as vezes se assusta com o orçamento (que você sabe que, se for feito "nas coxas", é possível reduzir para menos da metade), e acaba optando por outro.
Pretendo adotar uma diferente abordagem para esse problema, adicionando artigos como ESTE aos meus bookmarks no delicious, e disponibilizá-los para que meus clientes possam ver coisas PUBLICADAS sobre o tema, e realmente consigam entender a importancia que isso tem!
Se isso funcionar... eu comento num proximo artigo sobre esse tema! =)

 Andre Luz da Silva
31/03/2009 13h55

Adoro

Adorei a materia.
Não soh clientes, mas tb ja tive patroes, q axavam q os webstandars eram apenas perfumaria, axao q soh servem pra pintar e bordar o projeto, engana se eles, pobres ignorantes no mundo bussines ^^, me empolguei heheheh
abraços e parabens mais uma vez

 Fernando Augusto
31/03/2009 17h29

nao é facil...

Seu artigo está legal, dificil é o cliente ver estas diferenças e pagar por elas. Todos clientes que ja fui o que mais escuto é "quero algo simples, nao muito caro", parecem q um copia do outro a frase rss... e é a verdade. Se teu portfolio for bom, mais seu preço mais caro, e ter um concorrente um pouco inferior aos seus trabalhos so que com melhor preço, as empresas (praticamente todas que sao de micro a pequenas empresas - sao a maioria do comercio) optam pelo mais em conta, mesmo que este projeto seja inferior.

De vez em quando me deparo com uns entusiasmados dispostos a fazer sites pomposos, mas saõ raridade.

t+

 Wagner Andrade
07/04/2009 11h23

Sempre o cliente

Convencer o cliente ainda é a maior barreira .
Entendo que isso é ainda mais difícil no "mundo freelancer", onde a concorrência é mais focada no preço, fazendo assim cair ainda mais a qualidade.
Por isso precisamos fazer com que isso seja bastante divulgado e, principalmente, aplicado.

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Sobre o Autor
Wagner Andrade é um entusiasta da programação de computadores. Focado na WEB nos últimos anos, trabalha na Icompany desenvolvendo soluções focadas no produto ERP da empresa. Já trabalhou com diversas linguagens e tecnologias diferentes, sendo os destaques: PL/SQL, Java, ASP.NET e Ruby. É técnico em telecomunicações e formando em Segurança da Informação. Mantêm o blog www.wagnerandrade.com/blog.
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