Quarta-feira, 18 de março de 2009 às 10h00

Spam: a culpa também pode ser sua

Os números comprovam: o spam ocupa uma faixa em torno de 80% dos emails trafegados na web. E se há uma eminente divulgação desses dados na imprensa, é porque o assunto vem preocupando cada vez mais. Recentemente, a McAfee publicou sua pesquisa sobre spam. A avaliação foi efetuada com 50 pessoas de dez países, que navegaram na web sem proteção durante 30 dias.

Na primeira experiência, os participantes receberam mais de 104 mil mensagens não solicitadas em um período de 30 dias, o que significa 2.096 mensagens para cada um ou o equivalente a 70 por dia. Nesse ranking, o Brasil ocupou o quarto lugar. Um dado um tanto quanto preocupante para um país que terá, muito em breve, a obrigatoriedade de trabalhar com as boas práticas na comunicação digital.

O Brasil está entre os cinco principais países emergentes que praticam spam com maior intensidade. Mas como a lição do aprendizado é quase decorrente de uma circunstância negativa, inclusive no meio digital, é fato que a situação só irá melhorar com a chegada da lei. Já foi aprovado pelo Senado o Projeto de Lei - PL21, com autoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que pune a prática de spam, com expectativa de entrar em vigor nos próximos 24 meses.

Porém, alguém acredita que a lei resolverá o problema sobre as mensagens não solicitadas? Com certeza amenizará, mas não resolverá. Se incentivarmos um trabalho educativo junto ao usuário na sua relação com o email marketing, acredito que o poder de resolver este impasse estará em suas mãos.

É fácil perceber que a culpa não é apenas de quem envia mensagens não solicitadas, mas também de quem interage com esses emails sem conhecer o remetente, pois só há oferta quando existe demanda.

Podemos fazer uma analogia simples. Pensemos na velha questão dos DVDs piratas. Eles só existem porque alguém compra, certo? Ou você acredita que o meliante vai ficar na esquina, embaixo do sol o dia todo, para se bronzear? O mesmo se dá com as mensagens não solicitadas. Só são enviadas porque são visualizadas e clicadas por alguém. É preciso entender que o fato de clicar em uma mensagem, cujo remetente você nunca ouviu falar, pode acarretar no desenvolvimento dessa praga.

É necessário que o próprio leitor perceba, em âmbito maior, a conseqüência de suas ações. A lei conscientizará, principalmente, empresas que enviam emails promocionais para bases de dados sem procedência, na intenção de vender produtos e fazem isso, muitas vezes, sem saber o quanto prejudicam a sua marca.

Diante deste cenário, assim como insistimos na aderência de uma posição ética pelas companhias, chegou a hora de chamar a atenção de quem fomenta essas práticas. Afinal, todos precisam fazer a sua parte e contribuir para um mundo (digital) melhor!

1 comentário

 Alexandre Broggio
18/03/2009 10h52

Interresante

Vlw pelo post

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Patrocínio:  Direct Labs
Sobre o Autor
Walter Sabini Jr. Walter Sabini Júnior é CEO da Virid Interatividade Digital, atuando como gestor e líder. Especialista em marketing digital, formado em Gestão de Marketing pela Rede Laureate International Universities; Direção de Arte pela Escola Panamericana de Artes e tem especializações em planejamento de ações de marketing digital. É membro da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) e coordenador do Petit Comitê de email marketing, junto ao CGI, no qual opina e debate sobre a regulamentação do código de ética e leis que envolvem a prática do email marketing no Brasil.
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